Politicando
Paulo Dantas convoca Davi Maia para compor chapa de federais do PSD
Ex-deputado estadual ficou surpreso mas avisa que pode aceitar o desafio
Segundo testemunhas, o pedido ocorreu pouco antes da reunião com Gilberto Kassab, no local onde iria acontecer o ato do partido poucos minutos depois - o que deixou até o próprio Davi Maia surpreso com a missão recebida pelo governador.
Isto porque o ex-deputado articula, há anos, seu retorno à ALE. Ainda filiado ao União Brasil por conta da fidelidade partidária, Davi realocou-se no grupo de Paulo Dantas, rumou para o PSB a pedido do governador; disputaria a eleição no PV com boas chances de ser eleito e agora recalcula com calma a rota.
Convocado publicamente por Dantas, Davi foi enfático: “Sou um soldado e se a missão for esta, vamos à luta”. Experiente na política, ele sabe que a um desafio apresentado pelo governador do estado, não se nega. Sabe também que ‘quem convida paga a conta’ - ou seja, estrutura de campanha não seria um problema.
Para disputar uma vaga na Câmara Federal pelo PSD, Maia teria que abandonar a chapa de estaduais da federação PT-PV-PCdoB, o que representaria um abalo importante na contagem de votos do grupo, com consequências a serem avaliadas.
Apresentada no domingo (1), a chapa de federais do PSD tem boas perspectivas eleitorais, especialmente se o deputado Luciano Amaral, presidente estadual da sigla, ‘pocar as urnas’ como se imagina. Dependendo do seu desempenho, os sociais-democratas sonham com uma terceira vaga - inclusive Davi Maia.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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