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Marcos Barbosa pode buscar reeleição na ALE pelo PT

Deputado força entrada na chapa da federação, onde teria boas chances de vitória

17/03/2026 17h05 - Atualizado em 17/03/2026 17h05
Marcos Barbosa pode buscar reeleição na ALE pelo PT

Um detalhe chamou a atenção em meio às imagens da inauguração da nova sede do PT, reconstruída e entregue na última sexta (13): ao lado do presidente Ronaldo Medeiros, visitando as instalações, estava o deputado estadual Marcos Barbosa, atualmente no Avante.

Sem chance de se reeleger pela modesta sigla, que não deve lançar chapa para ALE nem Câmara, Barbosa realiza uma segunda tentativa de entrar no grupo que disputará o mandato pela federação composta por PT, PV e PCdoB.

Isto porque, no final do ano passado, dirigentes petistas já haviam rechaçado o primeiro avanço do parlamentar em direção ao PT - já que PV e PCdoB também não aceitaram sua filiação.

O veto a Barbosa tem dois motivos: eleitoralmente, ele é visto como um nome que pode roubar uma vaga de nomes que já estavam no grupo anteriormente e ajudaram a consolidar a chapa, como Davi Maia e Léo Loureiro.

Além disso, no PT, o deputado é considerado um político sem vínculo nem ligação com as bandeiras históricas da sigla - além de também ser uma ameaça à eleição do nome petista mais forte na disputa, o da vereadora Teca Nelma.

Porém, ao final das contas, o martelo é batido somente pelo presidente, Ronaldo Medeiros - que tem uma visão mais, digamos, ampla do conceito de filiações ao PT. Pelo menos foi isso que demonstrou nas eleições internas da sigla, no ano passado.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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