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Sem JHC, porque não Jó Pereira candidata ao governo de AL?

Ex-deputada tem peso político e eleitoral para assumir missão

17/03/2026 17h05 - Atualizado em 17/03/2026 17h05
Sem JHC, porque não Jó Pereira candidata ao governo de AL?

Diante dos momentos decisivos vividos pelo grupo que circunda em torno de JHC - e da dúvida cada vez maior sobre a decisão do prefeito em ser ou não o candidato ao governo de Bolsonaro em Alagoas, porque não dar uma chance à ex-deputada, que foi candidata a vice em 2022?

Por mais de uma oportunidade, Jó demonstrou ter capacidade técnica e política para assumir uma missão majoritária. Em muitas oportunidades, ajudou decisivamente Rodrigo Cunha a quase vencer a disputa naquele ano.

A favor da ex-deputada também conta o fato de que, nos grupos ligados a Arthur Lira ronda a tese de que em caso de desistência de JHC, a candidata do grupo deveria ser uma mulher. E não há outra com mais peso político do que Jó.

Discreta, Jó vive um momento de mergulho para cuidar da saúde do irmão Joãozinho Pereira, e também dos negócios internos da família - sua postura no mundo político, entretanto, não precisa de muitas apresentações, já que por dois mandatos foi parlamentar de destaque na ALE.

O blog já havia relatado, há algumas semanas, o merecimento da ex-deputada ao menos como suplente do primo, Arthur Lira. Dinâmica como é a política, talvez seja o momento de assumir uma missão maior.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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