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Candidatura de Marina a federal pressiona JHC a permanecer no PL

Prefeito só consegue montar chapa de federais se vereadores permanecerem na sigla

18/03/2026 18h06
Candidatura de Marina a federal pressiona JHC a permanecer no PL

Além de uma candidatura dele próprio, JHC também tem como prioridade em todas essas negociações um caminho para que Marina Cândia, a primeira-dama, possa ser deputada federal.

E é por este motivo que o prefeito, mesmo sem clima no PL após a ‘enquadrada’ que teve que ouvir de Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, ainda cogita a possibilidade de permanecer na sigla.

Isto porque, para que Marina possa ser deputada federal, será necessário construir uma chapa que consiga o coeficiente mínimo de votos para sua eleição. Sozinha, a primeira-dama possivelmente não alcance o patamar de 180 mil votos para que possa vencer.

É aí que entra o PL - mais precisamente, os vereadores filiados à legenda na Câmara de Maceió. São eles que dariam a musculatura necessária para que o grupo chegasse num patamar de votação suficiente para eleger Marina.

O problema é que a janela para mudança de partido, no caso de vereadores, acontece apenas em 2028. Parlamentares da capital só poderão, portanto, compor chapa com Marina se ela e eles estiverem na sigla de Jair Bolsonaro.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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