Politicando
Candidatura de Marina a federal pressiona JHC a permanecer no PL
Prefeito só consegue montar chapa de federais se vereadores permanecerem na sigla
Além de uma candidatura dele próprio, JHC também tem como prioridade em todas essas negociações um caminho para que Marina Cândia, a primeira-dama, possa ser deputada federal.
E é por este motivo que o prefeito, mesmo sem clima no PL após a ‘enquadrada’ que teve que ouvir de Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, ainda cogita a possibilidade de permanecer na sigla.
Isto porque, para que Marina possa ser deputada federal, será necessário construir uma chapa que consiga o coeficiente mínimo de votos para sua eleição. Sozinha, a primeira-dama possivelmente não alcance o patamar de 180 mil votos para que possa vencer.
É aí que entra o PL - mais precisamente, os vereadores filiados à legenda na Câmara de Maceió. São eles que dariam a musculatura necessária para que o grupo chegasse num patamar de votação suficiente para eleger Marina.
O problema é que a janela para mudança de partido, no caso de vereadores, acontece apenas em 2028. Parlamentares da capital só poderão, portanto, compor chapa com Marina se ela e eles estiverem na sigla de Jair Bolsonaro.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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