Politicando
Lauro Jardim: Quase fora do PL, JHC recebe convite de outros 4 partidos
Segundo colunista, prefeito aproveitou estadia em Brasília para conversar com legendas
A informação vem de Brasília: não foi nada positiva a conversa que JHC teve com o presidenciável Flávio Bolsonaro - de modo que a permanência do prefeito no PL tornou-se quase insustentável, do ponto de vista de aliados próximos.
Dito isto, o prefeito aproveitou a estadia na capital federal para tocar uma espécie de plano B: consta, de acordo com Lauro Jardim do O Globo, que JHC conversou com dirigentes de ao menos quatro legendas em Brasília: Podemos, Republicanos, PSDB e PSB.
No PSB, JHC sabe que encontraria as portas abertas, no entanto o vínculo da legenda com a esquerda deve ser um empecilho, já que o prefeito sabe que sua base de eleitores é de centro-direita, e renega a legenda.
Com as outras três, a conversa fluiu bem. No Podemos, JHC teria o apoio do dirigente da sigla em Alagoas, seu aliado Rodrigo Cunha - o problema, neste caso, é que o partido também conversa com Arthur Lira, e pode compor uma aliança com o grupo do deputado.
Restariam, neste caso, PSDB e Republicanos. Os tucanos vêm se reconstruindo após anos de destruição interna, perdeu muitos parlamentares e hoje é uma sigla nanica.
E o Republicanos? O partido, em que pese ser controlado em Alagoas por Antonio Albuquerque, teria a estrutura necessária para abraçar uma candidatura independente de JHC - o problema, mais uma vez, é que Marcos Pereira, presidente nacional da legenda, é amigo de longa data de Lira.
O tempo é escasso - pouco mais de duas semanas - para que o prefeito consiga construir uma saída eleitoral que lhe permita disputar um mandato ainda em 2026.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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