Politicando
Vereadores de Maceió teriam carta de anuência para saída do PL anterior à crise na legenda
Documento legalizaria situação de vereadores que deixariam a sigla
Um ato jurídico que teria sido realizado por JHC, um dia antes de ser excluído da presidência estadual do PL, pode significar uma virada na saída dos vereadores da base do prefeito da sigla, e fazê-los manter os mandatos mesmo deixando o partido.
Em 20 de março, JHC assinou pessoalmente cartas de anuência concordando com a saída de todos os 11 vereadores que são da sua base. Com isso, mesmo tendo sido expulso da presidência um dia depois - o ato de Valdemar Costa Neto data do dia 21 - o prefeito teria poderes para validar os documentos.
A informação, divulgada inicialmente pelo jornalista Odilon Rios, vai de encontro a uma outra notícia, de que a atual direção do PL em Alagoas, formada até então pelo deputado Cabo Bebeto, iria solicitar os mandatos dos vereadores ‘revoltosos’, caso se efetivassem suas saídas.
JHC pretende utilizar os vereadores de sua base na chapa de deputados federais de uma suposta eleição ao governo do estado, caso ele se afaste da prefeitura até o dia 4 de abril. Marina Cândia, a primeira-dama, seria uma das candidatas do grupo.
O grupo de vereadores da capital tornou-se o único alinhamento político de JHC, após o rompimento com Lira. Caso renuncie ao cargo no prazo legal, esta será a base que o prefeito tentará aumentar para poder ter força numa candidatura majoritária.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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