Politicando
Reunião de novos dirigentes do PL com vereadores é esvaziada por base de JHC
Nenhum vereador que pretende deixar a legenda esteve no encontro
Num gesto de lealdade ao prefeito JHC, nenhum dos 11 vereadores da base do prefeito que pretendem deixar o PL compareceram a uma reunião da sigla, convocada pelo então presidente Cabo Bebeto, no final da tarde desta terça (24).
O encontro que não ocorreu acabou por ser o último ato de Bebeto à frente da sigla, já que na tarde desta quarta (25), em encontro com o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Alfredo Gaspar assumiu o controle do partido.
A reunião estava marcada para logo após a sessão ordinária da Câmara de Vereadores, nas dependências da Casa de Mário Guimarães. No entanto, nenhum dos parlamentares da base do prefeito esteve presente - apenas o vereador em exercício Caio Bebeto, filho do presidente.
A falta dos vereadores é um gesto para comprovar a confiança que existe na renúncia de JHC à prefeitura, e que o prefeito levará todos ao seu novo partido, que pode ser o PSDB.
Sem a presença dos faltosos, restou ao presidente Cabo Bebeto redigir um documento para informar o que seria dito no encontro: que a tentativa de deixar o partido sem a anuência da atual direção poderia resultar em ações para retomada dos mandatos, conforme determina a lei eleitoral.
Nos bastidores, a informação é que essas cartas foram enviadas aos gabinetes dos vereadores, e que alguns deles se recusaram a assinar - aumentando ainda mais o clima de tensão entre os faltosos e a direção da sigla.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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