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Após esforço de última hora por Daniel Barbosa, Paulão fica sozinho para tentar reeleição no PT

Deputado preferiu continuar no PP

07/04/2026 17h05 - Atualizado em 07/04/2026 17h05
Após esforço de última hora por Daniel Barbosa, Paulão fica sozinho para tentar reeleição no PT

Não deu certo o esforço dos últimos dias da janela partidária, em levar o deputado Daniel Barbosa para o PT - e assim conferir uma sobrevida à reeleição de Paulão, seriamente ameaçada pela falta de uma chapa que lhe ajude na tarefa.

Luciano Barbosa, coordenador político da campanha dos filhos, chegou no acordo de deixar Daniel no PP - onde busca com tranquilidade uma das quatro vagas em jogo na chapa.

O PT tentava trazer o deputado, mas tinha restrições a trazer também o advogado Lucas Barbosa para a chapa da federação - já bastante mudada com as entradas de Marcos Barbosa e Breno Albuquerque. Com Lucas, as chances de nomes grandes ficarem de fora seriam reais.

Dessa forma, Daniel e Lucas ficaram mesmo no PP, e Paulão está sozinho na missão: montar uma chapa com cerca de 180 mil votos para conseguir mais um mandato na Câmara dos Deputados.

Num cenário onde dificilmente o deputado sequer repetirá a votação de 2022, quando obteve cerca de 65 mil votos, é uma tarefa gigantesca. Não impossível, mas improvável, com o que se apresenta até agora.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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