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Estado de Alagoas vai bancar queda no diesel, conforme acordo com governo federal

Medida foi reforçada em entrevista por Renata dos Santos, secretaria de fazenda de AL

08/04/2026 17h05 - Atualizado em 08/04/2026 17h05
Estado de Alagoas vai bancar queda no diesel, conforme acordo com governo federal

O estado de Alagoas tem capacidade e vai bancar uma parte da queda de cerca de R$1,20 por litro no preço do diesel para o consumidor final - foi o que afirmou em entrevista à CNN Renata dos Santos, secretária da Fazenda do estado.

A afirmação da gestora é uma resposta ao apelo do governo federal, que editou uma medida provisória (MP) promovendo a subvenção temporária do preço do óleo diesel, com objetivo de evitar o aumento descontrolado do combustível.

Renata afirmou que o governo do estado entende que a subvenção temporária é uma política pública, e que portanto vai ajudar a União na tarefa. “Foi feito o cálculo e dentro do prazo de dois meses, é uma política pública em que estaremos contribuindo com o governo federal. Dado o tamanho do impacto e a relevância do tema, o estado de Alagoas tem sim como arcar”, disse.

A secretária disse ainda que, caso o prazo da subvenção necessite ser maior que os 60 dias iniciais, deverá haver uma nova negociação com o governo federal. “Essa discussão foi feita no último Confaz em São Paulo, onde foram discutidos os impactos da alta do diesel. Colocamos para o governo federal que caso o prazo seja maior que dois meses, terá que ser rediscutida”, afirmou.

Estados que aderiram à MP terão que contribuir com R$0,60 a cada litro, recursos que são oriundos do tesouro estadual. Dos 27 estados mais o Distrito Federal, apenas Rondônia e Rio de Janeiro não aderiram à MP. Nessas localidades, não haverá queda no preço do diesel por esta medida.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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