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Exclusivo: Relatório final da PF pede indiciamento de Siderlane e mais 10 por esquema de ‘rachadinha’

Vereador é acusado de liderar esquema de organização criminosa, segundo documento

09/04/2026 17h05 - Atualizado em 09/04/2026 17h05
Exclusivo: Relatório final da PF pede indiciamento de Siderlane e mais 10 por esquema de ‘rachadinha’

Uma investigação da Polícia Federal em Alagoas resultou no indiciamento de 11 pessoas, incluindo o vereador Siderlane Mendonça, por integrar o que a PF chamou de “esquema de organização criminosa” com atuação dentro da Câmara de Maceió.

De acordo com o relatório final, que contém 226 páginas e foi obtido copm exclusividade pelo 7Segundos, o vereador teria operado um sistema contínuo de desvio de recursos públicos por meio da apropriação de salários de assessores parlamentares, prática identificada como peculato - popularmente conhecida como ‘rachadinha’.

Os valores desviados, segundo a apuração, ultrapassam R$ 1 milhão em alguns casos e teriam sido movimentados entre 2018 e 2025.

O relatório também apontou o uso de práticas para ocultar a origem do dinheiro, como saques em espécie, transferências entre contas de terceiros e simulação de despesas. Parte dos recursos teria sido utilizada em campanhas eleitorais, por meio de doações consideradas falsas e omissão de gastos - prática conhecida como caixa dois.

Ainda segundo a PF, Siderlane teria inserido informações falsas em prestações de contas à Justiça Eleitoral, além de simular contratos, como a locação de veículos pertencentes ao próprio candidato, com o objetivo de dar aparência de legalidade às despesas.

O relatório conclui que o esquema contava com a participação de assessores, familiares e pessoas próximas ao parlamentar, que teriam atuado de forma coordenada para viabilizar o desvio de recursos. Com o encerramento das investigações, o caso segue agora para análise do Ministério Público, que decide sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.

Siderlane chegou a ser afastado do cargo a pedido da PF, em 25 de abril do ano passado, e retornou ao cargo cerca de 90 dias depois, após ordem do Tribunal Regional Eleitoral.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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