Politicando
Suplente do PP pede convocação para vaga na Câmara de Maceió após afastamento de Thiago Prado
Graça Dias alega desfiliação de outros suplentes e defende direito à vaga com base na fidelidade partidária
A suplente de vereadora Maria das Graças da Silva Dias, conhecida como Graça Dias, protocolou requerimento solicitando sua convocação para assumir vaga na Câmara Municipal de Maceió após o afastamento do vereador Thiago Prado, que passou a ocupar cargo de secretário municipal.
No documento encaminhado à presidência da Casa, a suplente, filiada ao Partido Progressistas (PP), argumenta que os nomes que aparecem à sua frente na ordem de suplência não poderiam ser convocados por não integrarem mais a legenda pela qual foram eleitos.
Segundo o requerimento, os suplentes João Carnuda, Pastor João Luiz e Ronaldo Luz teriam se desfiliado do PP e migrado para o PSDB, o que, de acordo com a argumentação apresentada, comprometeria a legitimidade para assumir a vaga deixada temporariamente pelo titular.
A solicitação tem como base o entendimento consolidado da Justiça Eleitoral de que, no sistema proporcional, o mandato pertence ao partido político, sendo regido pelo princípio da fidelidade partidária. O documento também cita decisões do Tribunal Superior Eleitoral que reforçam a necessidade de observância da ordem de suplência, desde que mantido o vínculo partidário.
Diante disso, Graça Dias requer o reconhecimento da impossibilidade de convocação dos suplentes que deixaram a legenda e solicita que sua convocação seja efetivada por ser, segundo ela, a próxima suplente regularmente filiada ao partido.
No pedido, a suplente também solicita a adoção das medidas administrativas necessárias para sua posse no cargo enquanto durar o afastamento do vereador titular.
O caso deve ser analisado pela Câmara Municipal de Maceió, que deverá se posicionar sobre a legalidade da convocação diante das alegações.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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