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MDB pede perda de mandato de Kelmann Vieira após ida para o PSDB

14/04/2026 20h08
MDB pede perda de mandato de Kelmann Vieira após ida para o PSDB

A Executiva Nacional do MDB oficializou, nesta terça-feira (14), uma ação para decretação de perda de mandato eletivo por desfiliação partidária sem justa causa — conhecida como infidelidade partidária — contra o vereador por Maceió, Kelmann Vieira.

O parlamentar deixou o MDB e se filiou recentemente ao PSDB, partido liderado em Alagoas pelo prefeito JHC. A movimentação política teve como pano de fundo a intenção de Kelmann disputar uma vaga de deputado federal no grupo de oposição ao senador Renan Calheiros, principal liderança emedebista no estado.

A ação do MDB busca, na Justiça Eleitoral, a cassação do mandato do vereador, sob o argumento de que não houve justificativa legal para a saída da legenda.


Após a repercussão do caso, Kelmann Vieira afirmou que tomou conhecimento da ação pela imprensa e reagiu com críticas. Em publicação nas redes sociais, o vereador classificou a medida como “perseguição” e apontou tratamento desigual dentro do partido.


“Isso só demonstra, de forma clara, límpida e cristalina, a perseguição contra a minha pessoa”, declarou. Ele também destacou que outros parlamentares teriam recebido autorização para deixar o MDB, enquanto seu pedido foi negado.





Kelmann reforçou ainda que segue “com a consciência tranquila” e afirmou que continuará sua trajetória política com “fé, coragem e determinação”.





O caso deve ser analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá se houve ou não infidelidade partidária capaz de justificar a perda do mandato.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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