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Lessa corre risco de isolamento dentro do PDT em caso de migração para grupo de JHC

Até mesmo o irmão, Otávio Lessa, entrou no circuito para reverter a mudança de palanque do vice-governador

20/04/2026 17h05
Lessa corre risco de isolamento dentro do PDT em caso de migração para grupo de JHC

A aguardada migração de Ronaldo Lessa para a grupo político de JHC, deixada em aberto pelo vice-governador, pode não acontecer de modo tão harmônico como parece.

Importantes vozes do PDT, partido dirigido por Lessa, tem se levantado nos bastidores contra uma possível mudança de palanque. E não são poucas.

Há inclusive a possibilidade de ruptura de filiados históricos do PDT, que preferem ficar com Dantas, Renan Calheiros e Lula nas eleições de outubro.

Dentre os descontentes, estão a ex-prefeita Kátia Born - que já explicitou a Lessa que não pretende deixar o lado político pelo qual militou politicamente até agora pelo Bolsonarismo representado por JHC.

Nos bastidores, também é grande a pressão do conselheiro do Tribunal de Contas Otávio Lessa, irmão de Ronaldo, para que o vice-governador permaneça onde está.

Otávio também já teria informado ao irmão que caso ele oficialize a migração, pode romper politicamente.

A reação forte de aliados fez o vice-governador repensar a resposta que será dada a JHC - que segundo interlocutores, já deveria ter ocorrido - no entanto, agora deve demorar um pouco mais.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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