Politicando
Paulão perde mandato de deputado federal imediatamente; Nivaldo Albuquerque assume
Decisão foi do ministro Kassio Nunes Marques, do TSE
Em decisão monocrática, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, acatou de forma imediata a sentença do TRE sobre a cassação dos votos do então candidato à deputado federal João Catunda, do PP, nas eleições de 2022.
O efeito imediato desta decisão é a troca de vagas na Câmara Federal: Paulão (PT) deixa a Casa, e Nivaldo Albuquerque, então no Republicanos, assume. Não se trata de uma cassação de mandato do petista, mas a revisão dos votos dados nas eleições de 2022, que reordena os eleitos e eleva Albuquerque à condição de deputado federal.
Segundo decisão de Nunes Marques, o cumprimento é imediato, ou seja, Nivaldo Albuquerque assume o mandato a qualquer momento. Como a sentença dada pelo ministro é monocrática, cabe recurso ao plenário do TSE, ainda sem data.
O diretório estadual do PT confirmou ao 7Segundos que a direção nacional da sigla já está preparando a defesa para Paulão, e que vai recorrer da decisão até a última instância possível.
O deputado petista não é citado na ação, que foi aberta pelo diretório estadual do Republicanos em Alagoas, do qual Nivaldo fazia parte até a janela partidária deste ano. A ação, na verdade, pede a anulação por compra de votos do então candidato João Catunda, do PP.
Como o TRE acatou a cassação de Catunda, houve uma recontagem de votos e a mudança do coeficiente eleitoral, que alterou a quantidade de vagas obtidas por cada partido em 2022. A federação PT-PV-PCdoB perdeu uma vaga, elegendo naquela eleição apenas Luciano Amaral, do PV.
Esta vaga foi redirecionada, pela recontagem de votos, ao Republicanos, dando a Nivaldo Albuquerque o retorno à Câmara dos Deputados, cargo que ocupou entre 2019 e 2022.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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