Blog do Roberto Ventura
Os principais critérios para a escolha de secretários e assessores
Um certo dia, em meados de 2013, participei do programa ‘A Notícia é o Show’, na Rádio Quilombo, em União dos Palmares, comandado à época por um renomado radialista de Alagoas, Hermes Marques, para fazer uma análise sobre a política de União dos Palmares, mais precisamente, de como o então prefeito Beto Baia, deveria proceder na escolha de seu secretariado.
Beto Baía tinha acabado de vencer as eleições para prefeito, cujo adversário foi o ex-governador Manoel Gomes de Barros.
A principal pergunta a mim formulada foi a seguinte: "Ventura, como deve proceder o prefeito Beto Baía na escolha de seu secretariado? Quais os critérios que ele deve adotar?
Eu respondi: "O secretário tem que possuir algumas qualidades pessoais que o cargo exige, nesse caso, existem alguns requisitos para a escolha do secretariado, tais como: ser uma pessoa séria, honesta, decente, competente, ter um certo domínio sobre a área que vai atuar, ser simpático no seio da população e, evidentemente, ser técnico e ao mesmo tempo político”.
- Técnico e político? Como assim? Perguntou o nobre radialista.
- Explico:
“Se ele for somente técnico não serve, se for somente político também não funciona. O secretário tem que contrabalancear, ou seja, ele tem que ser 50% técnico e 50% político; técnico para dinamizar sua secretaria e transformar seu trabalho em benefícios para a população e, que esses benefícios possam ser convertidos em votos e, político, para conquistar votos para o prefeito”, concluí.
No caso específico de Messias, o prefeito, atendendo e cumprindo acordos políticos, nomeou alguns secretários - lembrando que toda regra há exceção - que, nem são técnicos e muito menos políticos e, dentre esses, existem alguns que não transferem o mínimo de votos necessários para o futuro candidato apoiado pelo prefeito. Isso é uma verdade incontestável, são fatos e, contra fatos, mesmo que se queira contestar, não há argumentos.
Se o secretário comanda uma pasta que tem a missão de trazer melhorias para a população e essas melhorias não chegam até os cidadãos, é claro e evidente que esse secretário não está sendo útil, mas, em nome dos acordos políticos, o prefeito se sacrifica e começa a sofrer certo desgaste porque o secretário não rende, a população não se beneficia e, consequentemente, o voto não aparece.
O que se vê atualmente em Messias é que, alguns - leia-se alguns - secretários não são técnicos e muito menos políticos, então, é óbvio que não estão servindo.
Os secretários, assim como os vereadores da base aliada, são, hipoteticamente, aqueles que mais tem condições e a obrigação moral de conquistar o maior número de votos possíveis para os candidatos apoiados pelo gestor municipal e, principalmente, para aquele que vier a ser o candidato do prefeito, mas por aqui, a coisa não funciona bem assim.
É fato que, o combustível da política é o voto e, sem ele, não se chega a lugar nenhum; sem voto, não há como vencer uma eleição e nem transferir votos para os candidatos apoiados pelo grupo político ao qual esses secretários fazem parte.
Portanto, nesse caso, o secretário não consegue conquistar votos por uma série de fatores, dentre os quais posso citar: não possui nenhum tipo de vínculo nem tem serviço prestado na cidade, não possuem parentes, amigos e nem é simpático à população, não vive o dia a dia do município, logo, não há a mínima possibilidade de esse secretário conquistar votos para o prefeito e muito menos para os candidatos por ele apoiado mas, no final, todos pagam a conta.
Sobre o blog
Roberto Ventura: Bel. em Ciências Sociais ( Cientista Político), Jornalista, Radialista, Pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Marketing, cursou Marketing Político, Ex-Arbitro de Futebol Profissional
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