Politicando
Podemos deve mudar de comando em AL; secretário de Paulo Dantas pode assumir sigla
Sigla do atual prefeito de Maceió Rodrigo Cunha tem um vereador na capital
O Podemos, partido que tem entre seus filiados o prefeito de Maceió Rodrigo Cunha e o vereador Samyr Malta, deve mudar de comando em Alagoas nos próximos dias. Um membro do diretório nacional da sigla está na capital para tratar do assunto.
Nos bastidores, a informação é que o comando da legenda em Brasília já tem um destinatário certo para cuidar do partido no estado - o atual secretário de transportes do governo de Alagoas, Mosart Amaral.
Dessa forma, o Podemos pode estar deixando a base de aliados de JHC e migrando para o grupo do senador Renan Filho, na batalha de bastidores que está sendo travada entre os dois, antes mesmo da campanha começar.
Interlocutores afirmam que a direção nacional do Podemos estaria insatisfeita com o fortalecimento do partido em Alagoas. Segundo eles, Rodrigo Cunha estaria empenhado em fortalecer o PSDB, legenda de JHC, e não construiu uma chapa de federais ou estaduais para a legenda.
A sigla foi uma das que mais cresceram entre 2022 e o momento atual. Em 2018, o partido elegeu 11 deputados federais, número que caiu para nove em 2022. Porém, com a incorporação do PSC e as janelas eleitorais, a agremiação conta hoje com 27 deputados federais - número maior do que o PSDB.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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