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PT nacional conversa com JHC sobre aliança ou pacto de ‘não agressão’ a Lula

Partido ainda articula para que ex-prefeito cumpra o ‘acordo de Brasília’

13/05/2026 17h05 - Atualizado em 13/05/2026 17h05
PT nacional conversa com JHC sobre aliança ou pacto de ‘não agressão’ a Lula

Após o risco de ver o ‘acordo de Brasília’ sendo descumprido por JHC, a direção nacional do PT pretende conversar com o ex-prefeito e reabrir diálogo sobre as eleições de outubro em Alagoas. As informações são do jornal O Globo.

Edinho Silva, presidente nacional da legenda, esteve em Alagoas no início de abril e fez questão de enviar sinais de que a adesão de JHC seria bem vinda ao grupo governista.

“Quero conversar com o JHC para que ele esteja do lado certo desse jogo, para que esteja do lado certo de um Brasil que seja justo, forte e que deixe legado para as próximas gerações. Esse é o Brasil do presidente Lula — disse Edinho ao GazetaWeb.

Da capital federal, também acontecem sinais recentes de que o PT quer abrir diálogo com JHC, para que ele não seja candidato ao governo do estado - ou em caso de candidatura, ao menos feche um pacto de ‘não agressão’ a Lula, já que estará no PSDB, partido sem candidato a presidente.

Vale lembrar que, para aprovar o nome da tia, a então procuradora Marluce Caldas, ao STJ, o ex-prefeito teria fechado um acordo com Lula, de não se lançar ao governo e não atrapalhar as candidaturas dos nomes lulistas em Alagoas.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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