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Disputa para deputado federal no Pilar deve ser prévia de eleições municipais em 2028

Thaís Canuto põe candidatura na rua, enquanto Renato Filho finalmente decide por disputa de federal

14/05/2026 18h06 - Atualizado em 14/05/2026 18h06
Disputa para deputado federal no Pilar deve ser prévia de eleições municipais em 2028

Com dois fortes candidatos com histórico na cidade ao mesmo cargo, a disputa política em Pilar deve ser mais do que uma eleição para a Câmara Federal, mas uma prévia da eleição para o executivo municipal em 2028.

Isto porque, há alguns dias, o ex-prefeito Renato Filho finalmente decidiu ser candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Filiado ao MDB, Renato foi convencido que tem boas chances de chegar perto de uma das vagas da sigla, que deve eleger de dois a três federais.

Com pré-campanha na rua há bem mais tempo, a ex-vereadora Thaís Canuto deve disputar o mesmo cargo de Renato, só que como adversária do primo ex-prefeito. Thaís já vem utilizando as redes sociais para mostrar as lacunas administrativas resultantes da gestão de Renato, que acabou em 2024.

A disputa acirrada entre dois candidatos fortes na mesma cidade tem um desdobramento político em 2028. Diante da gestão reprovada por boa parte da população pilarense, é possível que Renato volte a disputar a prefeitura da cidade, substituindo a tia prefeita, Fátima Rezende.

Por outro lado, quem também pode disputar o executivo é Thaís Canuto, como adversária de Fátima ou mesmo de Renato, reunindo um grupo de oposição à gestão da atual prefeita.

Detalhe: rivais em Pilar, ambos apoiam os mesmos candidatos ao governo e senado - Renan Calheiros e Renan Filho.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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