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Prefeitos alagoanos estão em Brasília para Marcha dos Prefeitos e articulações políticas

Além da marcha, negociações seguem na capital federal por um acordo entre JHC e Arthur Lira

20/05/2026 17h05 - Atualizado em 20/05/2026 18h06
Prefeitos alagoanos estão em Brasília para Marcha dos Prefeitos e articulações políticas

Prefeitos de cidades importantes de Alagoas estão em Brasília, para mais uma edição da Marcha dos Municípios. Até a quinta (21), o evento promovido pela CNM recebe cerca de 15 mil gestores municipais, entre prefeitos, secretários, vereadores e servidores públicos.

Entre eles, 53 prefeitos alagoanos confirmaram presença em pelo menos um dos quatro dias do evento. A caravana dos gestores é organizada pelo presidente da AMA, Marcelo Beltrão, que também está na capital federal.

Enquanto gestores e prefeitos de cidades menores participam dos eventos internos da marcha, os mais importantes intercalam entre as atividades de prefeito e as articulações políticas - com visitas aos gabinetes de deputados, senadores e ministros.

É durante a marcha, por exemplo, que JHC, Arthur Lira e Alfredo Gaspar conversam sobre uma reunificação do grupo de oposição ao governo, em busca de uma chapa única. Luciano Barbosa, prefeito de Arapiraca, tenta reaproximar JHC de Lira e ainda assegurar um espaço para uma indicação sua.

Segundo os bastidores que chegam da capital federal, é Barbosa quem tenta aparar as (muitas) arestas existentes entre os dois personagens.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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