Gigi Hadid se pronuncia após ser citada em arquivos de Epstein: 'Perturbador'
Modelo foi mencionada em troca de e-mails do financista condenado por crimes sexuais em 2015
A modelo Gigi Hadid se pronunciou sobre ter sido citada ao lado da irmã, Bella Hadid, nos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein (1953-2019), condenado por crimes sexuais contra menores de idade.
Nos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, as irmãs foram citadas em uma conversa por e-mail entre Epstein e uma pessoa não identificada em 2015. "Como as irmãs Hadid se tornaram modelos e ganham tanto dinheiro?! Eu não entendo…", questiona o anônimo. "Você sabe", responde Epstein.
A troca de mensagens segue com a pessoa sugerindo que o pai das modelos, Mohamed Hadid, empresário do ramo imobiliário, havia oferecido dinheiro à agência que administrava a carreira profissional das duas. "Não. Porque elas seguem instruções, é simples assim", nega Epstein.
Gigi se pronunciou sobre o caso na última semana e explicou que decidiu se manter em silêncio por um período para não desviar os focos das vítimas. "É horrível ler alguém que você nunca conheceu falar de você dessa forma. Especialmente nesse contexto", disse a modelo.
"Nunca na minha vida conheci o monstro — pra mim ficou muito óbvio que, naquela troca de e-mails, ele tentou assumir o controle das carreiras das pessoas para manipular suas vítimas (nesse caso, quem estava enviando perguntas pra ele sobre a minha carreira)... pessoas que nunca viram o trabalho que ele dizia que conseguiria para elas", prosseguiu.
"Eu não comentei antes porque não queria tirar o foco das histórias das vítimas reais dele; mas o seu comentário me fez perceber que talvez não esteja claro — e é importante deixar claro — eu cresci com privilégios, sim. Mas meus pais me protegeram e me ensinaram o valor do trabalho duro, o mesmo trabalho duro que os trouxe para este país e lhes deu carreiras", afirmou.
A modelo, mãe da pequena Khai, citou sua trajetória profissional no mundo da moda desde 2012. "Acho que eu tinha 20-21 anos na época em que ele teria escrito aquele e-mail — isso é perturbador, e eu quero afirmar de forma inequívoca que nunca tive qualquer ligação com esse ser humano nojento. Que ele descanse em chamas".
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