Marcos proibiu Elize Matsunaga de ir ao zoológico por ciúmes de chimpanzé
Livro de Ullisses Campbell revela que empresário chegou a desabafar com amigos sobre o ciúme que sentia de Elize Matsunaga com o animal
O filme Elize: Sombras de Uma Mulher, lançado pela Netflix neste mês, voltou a despertar o interesse do público pela história de Elize Matsunaga. O longa retrata o caso que chocou o país em 2012, quando Elize matou e esquartejou o marido, o empresário Marcos Matsunaga, encerrando um casamento marcado por conflitos, ciúmes e episódios inusitados — entre eles, o incômodo do herdeiro da Yoki com a proximidade da esposa com um macaco.
No livro Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido, Ullisses Campbell revela que Marcos tinha ciúmes da relação de Elize com o chimpanzé Pepe e chegou a desabafar com amigos sobre a situação.
Relembre o crime
Em 19 de maio de 2012, Elize Matsunaga matou o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, herdeiro da Yoki, no apartamento do casal, em São Paulo.
Segundo a investigação, ela atirou na cabeça de Marcos enquanto ele estava de costas. Após a morte, esquartejou o corpo no banheiro do apartamento, colocou os restos mortais em malas e desovou em diferentes locais.
Ela confessou ter matado e esquartejado o marido, mas alegou que agiu após descobrir uma traição e ter sido ameaçada durante uma discussão.
O Ministério Público sustentou que o crime foi premeditado e denunciou Elize por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Em dezembro de 2016, o Tribunal do Júri reconheceu o homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e a condenou a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão.
Tudo começou quando Elize ainda era garota de programa e passou a frequentar assiduamente o Zoológico de São Paulo, com a intenção de observar os animais em cativeiro. Ela e o empresário adquiriram como hobby, quando se casaram, caçar animais selvagens, como javalis e alces.
O chimpanzé Pepe passou a encarar Elize sempre que ela estava no local. Marcos, no entanto, demonstrou incômodo com a proximidade da então acompanhante com o animal.
“Quanto mais Elize contava para o ‘namorado’ detalhes da vida sexual de Pepe, mais ele sentia ciúme. Num ataque de fúria, o empresário disse não querer mais saber das macaquices de Pepe e a proibiu de ir ao zoológico sem a sua companhia“, relata Ullisses no livro.
Para sanar os desejos de Elize de ficar próxima de animais selvagens, Marcos comprou uma cobra para a então prostituta. O animal foi apelidado de Gigi. “Prometa que você nunca mais irá ao zoológico visitar nenhum macaco”, pediu ele para a amada.
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