João Victor Gonçalves comenta desdobramentos após ataque homofóbico
Ator de 'Quem Ama Cuida' comentou a repercussão do episódio e afirmou que segue recebendo apoio após a abordagem
João Victor Gonçalves, o Mau Mau de Quem Ama Cuida, falou novamente sobre o episódio de homofobia sofrido durante uma abordagem ao deixar o Rock in Rio. Em conversa com a Quem, durante o quarto dia de festival, nesta segunda-feira (7), o ator afirmou que, até o momento, não recebeu nenhum contato direto da organização do evento sobre o caso.
"Na verdade, eles soltaram uma nota falando sobre o lugar que eu estava, porque eu estava na área oficial do festival, apesar de que eu estava dentro da grade do festival. Não entendi. Só isso. Mas ninguém, assim, por enquanto", afirmou.
Segundo João Victor, a única tentativa de contato de que teve conhecimento foi por meio da manifestação pública divulgada pelo Rock in Rio. "Como a coisa é muito grande, acho que tem muita coisa acontecendo, e foi... tomou uma proporção muito grande, talvez eles não estivessem bem preparados pra que isso acontecesse, então foi a forma que eles lidaram", declarou.
Além do festival, o ator comentou a informação de que o homem envolvido no caso teria sido convocado para prestar depoimento e afirmou que, até o momento, não recebeu nenhuma comunicação oficial.
"Saiu na internet agora que ele foi convocado pra depor, enfim... Mas, comigo, até agora não chegou nada. Meus advogados tão lá, meu assessor tá cuidando dessas coisas, e eu estou curtindo o festival", contou.
Apesar do episódio, João garantiu que segue bem e destacou o suporte que vem recebendo. “Meu assessor me deu o apoio que eu precisava, o que eu tive e estou tendo ainda. O apoio do mundo, do Brasil inteiro. Eu estou levando muito bem essa situação, tá tudo bem."
Relembre o caso
Em um vídeo que rodou a internet, João foi abordado e seguido por um grupo de quatro pessoas que zombaram de sua vestimenta -- a situação foi transmitida ao vivo pelo canal de um dos envolvidos. Para os advogados, o deboche relacionado à roupa configura ato discriminatório.
"O deboche público motivado pela não conformidade da vestimenta com padrões normativos de gênero, exposto e amplificado por meio de transmissão ao vivo, constitui ato discriminatório grave", afirmam. A defesa também cita uma manifestação posterior do streamer GH, na qual ele teria dito que sua intenção era "movimentar" o próprio canal.
Em nota, os advogados também esclarecem a declaração de João nos Stories pela manhã de que teve medo de ser assaltado durante a abordagem. Segundo eles, a fala foi uma reação de autoproteção diante da presença de quatro pessoas contra uma e não teve qualquer relação com questões raciais.
"Trata-se de reação legítima de autoproteção, plenamente justificável diante do contexto fático: ausência de segurança no local, superioridade numérica dos agressores (quatro contra um) e a natureza intimidatória da abordagem", disse a nota. A defesa também rebate uma acusação de racismo feita posteriormente pelo influenciador contra João.
Os advogados afirmam que a alegação "não encontra qualquer amparo nos fatos ou nas declarações efetivamente proferidas por João Victor Gonçalves, tampouco desviam a análise da conduta originalmente praticada contra a vítima".
Veja também
Últimas notícias
Acusado de tentar matar amigo da esposa será julgado nesta quarta-feira (9)
Homem em situação de rua surpreende ao falar inglês durante entrevista
Arapiraca homologa resultado final de seleção para a Assistência Social
Jacaré dos Homens decreta situação de emergência por falta de água
Davi Filho aponta crescimento em Arapiraca: 'Parece até que estou em Maceió'
Rio Largo convoca aprovados em simultâneo para entrega de documentos e exames
Vídeos e noticias mais lidas
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
