Ex-ministro de Dilma depõe em sessão de impeachment esvaziada no Senado
O terceiro dia de depoimentos no julgamento no Senado do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff começou com a fala do ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa em um plenário esvaziado mas, ao contrário do que ocorreu com as últimas testemunhas, a bancada governista decidiu usar seu tempo neste sábado para questioná-lo duramente.
O tucano Ricardo Ferraço (PSDB-ES) acusou o governo da presidente afastada de ter feito operações de crédito para sustentar um "projeto político criminoso e irresponsável", gerando mais um princípio de confusão no plenário.
Apesar da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, de não conceder questões de ordem para temas que não sejam regimentais, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) decidiu interromper para responder a Ferraço. Depois, o senador tucano Cássio Cunha Lima (PB) tomou a palavra, até que Lewandowski cortou de novo a fala dos senadores fora do tempo de perguntas.
Barbosa centra seu depoimento na tentativa de demonstrar a legalidade das ações da presidente no momento em que as operações de crédito com os bancos públicos foram feitas, mote central da defesa. O ex-ministro repetiu que o entendimento do Tribunal de Contas da União de que as operações eram irregulares foi posterior.
"Não cabe retroatividade nas questões legais. Isso causa grande desconfiança jurídica. Se as leis podem ser interpretadas ao prazer das conveniências políticas podem trazer enorme insegurança para o país", disse Barbosa.
A senadora Vanessa Grazziotin reclamou mais uma vez da baixa frequência de senadores na Casa - vários viajaram para os seus Estados ainda na noite de sexta-feira.
"A maioria está evitando fazer questionamento porque quando fazem ouvem respostas que não querem. Fazem malabarismo para tentar indicar um crime e até agora não conseguiram", reclamou.
O Senado ouvirá ainda este sábado a última testemunha de defesa, o advogado Ricardo Lodi. Ao encerrar os depoimentos na noite de sexta-feira, Lewandowski afirmou que a sessão deste sábado irá até a hora que for necessário para encerrar essa parte do processo de impeachment.
Na segunda-feira, a presidente afastada irá ao Senado fazer sua defesa e será questionada pelos senadores, pela defesa e pela acusação. O processo de votação deve começar na terça-feira.
Últimas notícias
Lei de Gabi combate assédio no transporte público de Alagoas
Negócio da Grota incentiva empreendedoras das periferias de Maceió
Mercado da Produção tem obras concentradas na segunda etapa de revitalização
Presidente do TRE/AL reúne desembargadores para tratar dos julgamentos das Eleições 2026
Rafael Brito comemora aprovação de projeto que fortalece formação de professores
Homem sofre crise de asma e é socorrido por equipes do Samu e da PM em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
