Após um ano e meio, universitários começam a se adaptar e dividem opiniões sobre o ensino remoto
O método que foi criticado durante o primeiro ano de pandemia começou a apresentar pontos positivos aos estudantes que agora dividem opiniões
Em 2020 o mundo se deparou com a pandemia do novo coronavírus, que acabou forçando universidades a adotarem novos métodos de ensino. Para garantir a segurança dos profissionais e dos estudantes, o ensino remoto foi adotado no ensino superior e dos primeiros meses aos dias atuais muitas coisas mudaram, inclusive a opinião da maioria dos alunos sobre o tema.
Se adaptar ao ensino remoto não foi fácil. Estudantes, professores e técnicos das universidades teceram críticas sobre o novo método de ensino, principalmente no início desta drástica mudança.
Com o decorrer do tempo, muitos docentes e discentes acabaram mudando de opinião e, hoje, começaram a destacar pontos positivos sobre como o ensino remoto pode facilitar no dia a dia, principalmente quando se trata da flexibilização de tempo.
Priscila da Rocha, 44, estudante do 7° período de Ciências Contábeis da Sociedade de Ensino Universitário do Nordeste (Seune), relata que “no começo foi muito difícil. Eu achei mais difícil o entendimento das aulas, a forma de raciocínio e ficávamos muito dispersos. Achei até que nesse primeiro período de pandemia o conteúdo não foi bem absorvido”.
Muitos dos professores começaram a perceber o problema citado anteriormente pela graduanda de Ciências Contábeis. Para garantir que os alunos participassem das aulas, na maioria das sessões realizadas através de plataformas digitais, foi necessário a obrigatoriedade de câmeras ligadas e uma nova forma de garantir a participação dos estudantes durante as aulas, questionando-os constantemente sobre os tópicos tratados durante as apresentações.
Apesar das dificuldades enfrentadas no início, Priscila da Rocha disse que, com o passar do tempo, começou a focar nos pontos positivos, como “a facilidade, a diminuição de gastos e o tempo, por já estar na sua casa”.
Já a graduanda do 6° período de Jornalismo da Universidade Federal de Alagoas, Gabriela Borba, 20, relata que no começo sentia dificuldade por conta do método de ensino praticado pelos professores. “No primeiro período eles continuaram no ritmo como se estivessem no presencial e, só depois de um tempo, eles se tocaram que não estávamos conseguindo acompanhar as demandas... Depois de um tempo alguns se adaptaram e outros não”, explicou.
Borba diz que os pequenos detalhes do convívio social dentro da universidade são os pontos que mais fazem falta: “minha parte favorita da faculdade era conhecer pessoas e ficar com os meus amigos”.
Apesar da falta que a socialização no ambiente universitário faz, a estudante de Jornalismo diz que ficou muito mais flexível em relação ao tempo. “Eu estudava no horário da tarde até a pandemia começar e, quando ela começou, eu mudei pra noite porque eu comecei a estagiar. Me deu uma liberdade muito grande para estar voltando de ônibus para casa e estar assistindo aula pelo celular porque sei como as coisas são longes e o quão complicado seria para voltar para a faculdade”, acrescentou.
“Para a minha vida de estagiária o melhor é o EAD, mas para minha vida como estudante é melhor presencial”, finalizou.
Outra estudante do 6° período de Jornalismo da UFAL, Izabelle Eudacia de Freitas, 26, diz que ainda prefere o método de ensino antigo, mas que, após o período de adaptação, as coisas melhoraram um pouco mais.
“Eu tenho um pouquinho de dificuldade em relação a prestar atenção na frente de um computador, tanto que, eu nunca tive muito sucesso em relação a cursos online”, explicou, complementando que a falta de concentração é a sua pior inimiga.
Mesmo estando em casa, Izabelle de Freitas se desconcentrava no ambiente familiar: “eu sempre tive na minha cabeça que a minha casa era um lugar de descanso e não de trabalho e de estudo, mas a pandemia veio para complicar isso tudo”. O que representava apenas um lugar de descanso e conforto acabou se tornando, de acordo com a estudante de Jornalismo, “o nosso refúgio, o nosso local de trabalho e estudo. Era tudo dentro da nossa casa”.
“A pandemia me forçou a ter essa concentração. Tanto que agora eu já me sinto adaptada para conseguir chegar [ao fim do curso]”, enfatizou.
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