Em coletiva, SSP e Gaeco detalham operações que prenderam 20 criminosos
Foram cumpridos 70 mandados de busca e apreensão em Alagoas e Santa Catarina
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) e o Ministério Público do Estado de Alagoas, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), detalharam as três operações realizadas na manhã desta quinta-feira (23), em Alagoas e Santa Catarina.
Foram emitidos 70 mandados, sendo 26 de prisão, dos quais 20 indivíduos foram localizados e detidos, incluindo um na cidade de Pomerode, localizada no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Além disso, 18 dos detidos já têm histórico policial por crimes como tráfico, homicídio ou estupro.
O secretário da Segurança Pública, Flávio Saraiva, destaca que, somente este ano, quase dois mil mandados foram cumpridos em Alagoas, representando um esforço diário das forças de segurança em combater o crime.
“Nós já cumprimos mais de 1960 mandados de prisão. São mandados relacionados ao crime organizado, a homicídios, a latrocínios, enfim, esse é um trabalho que é constante. Assim, vamos desarticulando esses núcleos de criminosos. Essa é uma luta diária e que com inteligência e investimentos temos conquistado grandes resultados, como as prisões realizadas hoje”, disse o secretário.
Participaram também da coletiva, representando o MPAL, a promotora Martha Bueno, o delegado-geral Gustavo Xavier, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Paulo Amorim, o secretário executivo de políticas de segurança pública, coronel Patrick Madeiro e o chefe-geral de Inteligência da SSP, delegado Gustavo Henrique.
Operação SUCESSÃO
A operação Sucessão cumpre 14 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão nas cidades de Maceió e Rio Largo. Segundo as investigações coordenadas pelo Gaeco e pela 65a Promotoria de Justiça de capital, por meio da promotora de Justiça Martha Bueno, SSP/AL e 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o grupo atuava especialmente na região da Mata do Rolo e nos bairros da capital que ficam próximos aquela localidade.
A operação ganhou este nome em razão do líder da organização criminosa ter recebido uma espécie de “espólio do crime”, em razão do aprisionamento de seu irmão, tido como uma das principais lideranças do tráfico de drogas na região, havendo, portanto, uma sucessão de ativos criminosos (“herança do crime”).
Para dar cumprimento aos mandados judiciais foram empregados policiais militares do 8º BPM, do Batalhão de Polícia Militar de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam), Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e da Companhia Independente de Choque (CPM/I-Choque), além de policiais civis do Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre), NI, Serb e Secor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), Delegacia de Narcóticos (DNARC) e equipes da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).
Operação CAROÁ
A ação desarticula uma organização criminosa que atua no Sertão, Agreste e também na capital alagoana e cumpre 12 mandados de prisão e outros 25 de busca e apreensão nos municípios de Maceió, Santana do Ipanema, Dois Riachos, Arapiraca, Craíbas e, ainda, em Pomerode, no estado de Santa Catarina.
As investigações foram realizadas através de uma atuação conjunta entre o Gaeco, a 65a Promotoria de Justiça, a SSP/AL e o 7º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O nome da operação se dá em razão de “Caroá” ser uma planta nativa da Caatinga, vegetação típica do Sertão, onde a Orcrim iniciou suas atividades delituosas. Os líderes do grupo também são nativos da região, apesar de alguns já terem se mudado para Maceió e para fora de Alagoas.
Os mandados estão sendo cumpridos por policiais do 3º, 7º, 9º, 10º e 11º Batalhões da PM, Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), 1ª, 3ª e 6ª Companhias Independentes de Polícia Militar e pela Companhia Independente de Operações Policiais Especiais do Sertão (Copes). Também participam da ação policiais civis da Diretoria de Polícia Judiciária da Área 3 (DPJ-3) e da 2ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), além do Comando de Aviação do Estado da SSP (Comave).
Operação CAMUXINGA
O trabalho integrado entre as Polícias Civil e Militar é coordenado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e cumpre sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Santana do Ipanema, Senador Rui Palmeira, Poço das Trincheiras e São José da Tapera.
A investigação, que ficou a cargo da SSP/AL, Dracco e 7º BPM, visa desarticular uma organização criminosa que atua no tráfico de entorpecentes no Sertão alagoano. A ação ganhou o nome de “Camuxinga” em referência ao principal bairro da área de atuação do grupo criminoso, localizado em Santana do Ipanema.
Para dar cumprimento aos mandados judiciais, também expedidos pela 17ª Vara, foram empregados policiais militares do 7° e 9° Batalhões da PM, Copes e Canil.
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