Haddad diz que Brasil quer aderir regra internacional que deve taxar big techs
Proposta é dividida em dois pilares: realocação direta de lucros das atividades operacionais e ‘tributação mínima’
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atualizou o cenário da taxação das big techs - grandes empresas de tecnologia - no Brasil nesta quarta-feira (11). Ele comentou sobre a tentativa de “reforma tributária internacional” proposta por autoridades fiscais de 140 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A proposta é dividida em dois pilares: realocação direta de lucros das atividades operacionais e ‘tributação mínima’ de 15% nas empresas.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atualizou o cenário da taxação das big techs - grandes empresas de tecnologia como Google, X e Meta - no Brasil nesta quarta-feira (11). Ele comentou sobre a tentativa de “reforma tributária internacional” proposta por autoridades fiscais de 140 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A proposta é dividida em dois pilares: realocação direta de lucros das atividades operacionais e ‘tributação mínima’ de 15% nas empresas.
“Não é justo que, em virtude da natureza do serviço prestado, não haja a devida cobrança do imposto aqui ou na sede da empresa. O Brasil vê com bons olhos a proposta da OCDE, mas ela tem que ter consequências. Já passou do tempo de regulamentar isso.[...] Não é uma taxação propriamente dita; é uma regulamentação internacional que está sendo feita para definir o que é tributado no país onde o serviço é prestado e o que é tributado no país sede”, ressaltou o ministro.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, indicou que o governo pode usar uma eventual taxação de grandes empresas de tecnologia para superar um cenário de frustração de receitas em 2025, caso o poder público não alcance a arrecadação esperada para o próximo ano.
Em entrevista coletiva para detalhar o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2025, Durigan comentou que o orçamento do próximo ano buscará R$ 166,2 bilhões em receitas extras para cumprir a meta de zerar o déficit primário em 2025. Segundo ele, caso o governo julgue necessário, a taxação das chamadas big techs seria uma das fontes alternativas de receita.
Proposta internacional
Pilar 1
Segundo uma nota técnica do Ipea publicada em 2021, o Pilar 1 se refere ao direito de tributação no país sede por terceiros países que façam parte do mercado consumidor das empresas, mas que atualmente não são tributados por eles. “Em outras palavras, o Pilar 1 concentra-se na identificação dos lucros de multinacionais de serviços digitais altamente lucrativas derivados de serviços destinados aos consumidores internacionais, que devem ser realocados aos países com os quais essas multinacionais tenham vínculo econômico”, afirma o documento.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica investiga três big techs que teriam compradoPlay Video
Big techs são investigadas por aquisição de empresas de inteligência artificial no Brasil
por Economia
“Tem um acordo internacional em torno dessas questões e, por falta de adesão de alguns poucos países aos pilares, os países que estão de acordo com a OCDE estão antecipando as medidas regulatórias, até para forçar os países que não aderiram a tomarem providências”, justificou o ministro.
Pilar 2
O Pilar 2 complementa o primeiro pilar e trata da tributação do faturamento da multinacional relativo aos usuários domésticos do país consumidor, de forma que siga uma alíquota internacional mínima, caso o país-sede da multinacional possua um baixo nível de tributação. “Assim, cada país em que exista mercado consumidor da multinacional teria direito a uma tributação mínima”, explica o documento da Ipea. O pilar 2 da OCDE sugere uma alíquota mínima efetiva global de 15% sobre os lucros das empresas
Para Haddad, a não cobrança dos impostos não seria justa. “Porque não é justo que, em virtude da natureza do serviço prestado, não haja a devida cobrança do imposto, aqui ou na sede da empresa. O Brasil vê com bons olhos a proposta da OCDE, mas ela tem de ter consequência. Já passou do tempo de regulamentar isso”, completou.
Veja também
Últimas notícias
Foz do Rio Jacarecica muda de posição em Maceió e especialistas explicam causas
Escola Municipal Wellington Pinto Fontes é inaugurada em São José da Tapera
Possível motivação: empresária morta em Aracaju descobriu dias antes que namorado era casado
Presos envolvidos na morte de mulher que desapareceu após deixar bar na Levada, em Maceió
Primeira escola pública bilíngue de Maceió já apresenta resultados
”Em Alagoas temos dois caras maneiraços”: Nikolas Ferreira elogia Caio Bebeto e Cabo Bebeto e destaca lideranças estaduais em podcast
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
