Jair Bolsonaro segue sem previsão de alta, apesar de melhora clínica
Ex-presidente apresenta evolução pulmonar e redução da inflamação; defesa aguarda decisão de Alexandre de Moraes sobre pedido de domiciliar
Internado desde a última sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue na UTI do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. A equipe médica havia indicado, no início do tratamento, a expectativa de pelo menos uma semana de internação.
O boletim médico mais recente do ex-presidente mostrou melhora em aspectos tomográficos e marcadores inflamatórios. Isso significa que uma tomografia, realizada nas últimas horas, mostrou evolução em ambos os seus pulmões; e que a inflamação, que costuma regredir mais tarde que a infecção, também preocupa menos.
Hoje Bolsonaro está internado em uma UTI de cuidados intermediários - uma acomodação semelhante a uma unidade semi-intensiva. Na prática, se trata de um estágio intermediário entre a UTI e o quarto.
Apesar de os médicos indicarem que não há prazo para o ex-presidente deixar a UTI, Brasil Caiado, cardiologista que acompanha de perto o quadro de saúde, indicou que o tratamento da infecção com antibióticos está na metade. Dessa maneira, Bolsonaro pode deixar a UTI até o final da semana, caso siga evoluindo.
Além do tratamento com antibióticos, o ex-presidente realiza fisioterapia respiratória e motora.
Jair Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) no DF Star em Brasília, após ter vômito, calafrios e outros sintomas na Papudinha. No hospital, ele passou por exames e foi diagnosticado com uma infecção pulmonar bacteriana.
O quadro chegou a se acentuar no sábado (14), com piora das funções renais e de marcadores inflamatórios. Nos dias seguintes, porém, regrediu e permitiu sua transferência para a unidade semi-intensiva na segunda-feira (16).
Pedido de domiciliar
Há ainda expectativa para a resposta do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes sobre o novo pedido de transferência de Bolsonaro para a prisão domiciliar.
Na terça-feira (17), a defesa de Bolsonaro voltou a pedir que seja concedida prisão domiciliar ao ex-presidente — que atualmente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da trama golpista na Papudinha, em Brasília.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reiterou o pedido a Moraes, numa reunião que classificou como "tranquila e objetiva". O senador disse ainda que o ministro vai analisar a possibilidade em "momento oportuno", mas que não deu prazo para tal.
Segundo os advogados, a medida não seria um "privilégio", mas "providência necessária para assegurar condições mínimas de tratamento médico adequado".
A defesa argumenta que o objetivo é "não se operar uma ampliação indevida dos riscos clínicos, permitindo acompanhamento permanente por familiares e profissionais de saúde, monitoramento clínico contínuo e acesso imediato a atendimento hospitalar em caso de emergências".
De acordo com os defensores do ex-presidente, o relatório médico de Bolsonaro aponta possibilidade de novos problemas de saúde e que mantê-lo em custódia na Papudinha gera "risco progressivo".
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