Justiça

[Vídeo] Família cobra Justiça em júri de PMs acusados do desaparecimento de Davi

Os crimes incluem tortura, sequestro, cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Por Erick Balbino/ 7Segundos 04/05/2026 08h08 - Atualizado em 04/05/2026 09h09
[Vídeo] Família cobra Justiça em júri de PMs acusados do desaparecimento de Davi
Após doze anos de espera, julgamento de policiais acusados do desaparecimento do jovem Davi vão a júri popular - Foto: Reprodução

Teve início nesta segunda-feira (4), em Maceió, o julgamento relacionado ao desaparecimento do adolescente Davi da Silva, ocorrido em 2014. O caso, que permanece sem esclarecimento quanto ao paradeiro do jovem, chega ao tribunal quase 12 anos depois. A sessão acontece no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes e deve continuar até a terça-feira (5). A família da vítima realizou um protesto no local, clamando por Justiça e implorando pela localização do corpo do adolescente.

Quatro ex-integrantes da Polícia Militar respondem ao processo. Eles são acusados de participação em crimes graves, incluindo tortura, sequestro, cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Davi tinha 17 anos quando desapareceu, no dia 25 de agosto de 2014, no conjunto Cidade Sorriso I, localizado no bairro Benedito Bentes. Na ocasião, ele estava acompanhado de um amigo, Raniel Vitor, quando ambos foram abordados por uma equipe do Batalhão de Rádio Patrulha.

Informações iniciais indicavam que o adolescente estaria em posse de maconha no momento da abordagem. A família, no entanto, sempre rejeitou essa versão e afirma que Davi não tinha ligação com atividades ilícitas. 

De acordo com parentes, o jovem saiu de casa naquela manhã alegando que realizaria um trabalho, mas não retornou. Desde então, não houve mais notícias sobre seu paradeiro. Testemunhos apontam que ele teria sido levado pelos policiais após a abordagem.

Os acusados no processo são Nayara Silva de Andrade, Victor Rafael Martins da Silva, Eudecir Gomes de Lima e Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, que não fazem mais parte da corporação.

Familiares acompanham o julgamento e aguardam que o caso traga respostas sobre o que aconteceu com o adolescente, cujo corpo nunca foi localizado.