PEC do fim da jornada 6x1 tem semana decisiva de articulação sobre parecer
Relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar a primeira versão do texto na quarta-feira (20); proposta deve prever redução para 40 horas semanais
A proposta sobre o fim da jornada de trabalho 6x1 – de seis dias de trabalho e um de descanso – terá semana decisiva de articulações para o relatório final. O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator do PEC, deve apresentar a primeira versão do seu parecer na quarta-feira (20).
Na segunda-feira (18), o parlamentar pretende se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente da comissão especial que analisa a proposta, deputado Alencar Santana (PT-SP), para debater ajustes finais do relatório.
A proposta de emenda à Constituição deve estabelecer um regramento geral. O entendimento atual envolve a redução da jornada semanal de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso e sem reduções salariais.
O principal ponto de debate envolve uma regra de transição da mudança. Estão em articulação possíveis reduções escalonadas de uma ou duas horas por ano até chegar às 40h.
Setores produtivos pressionam por uma transição alongada, enquanto a base do governo defende a redução imediata, mas admite negociações para a diminuição de duas horas por ano na carga horária máxima semanal.
A PEC não deve trazer medidas específicas para categorias com jornadas diferenciadas. Após acordo entre o governo e Hugo Motta, as particularidades de cada categoria devem ser tratadas via projeto de lei. Uma proposta do Executivo sobre mudança na jornada havia sido inicialmente escanteada por Hugo Motta, mas agora deve ter avançar na Casa.
Durante esta semana, antes e depois da apresentação do parecer na quarta-feira, a comissão ainda terá debates sobre a PEC. O colegiado deve ter audiências com sindicatos patronais e centrais trabalhistas.
Também estão previstos ainda seminário estaduais em Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) e Florianópolis (SC). Antes, foram realizados encontros na Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul e Maranhão.
Leo Prates prevê votar a PEC em 26 de maio na comissão e levar a proposta ao plenário da Câmara no dia seguinte, 27 de maio. A matéria teve tramitação acelerada no colegiado especial, motivada pela pressa da cúpula da Casa para aprovar o texto.
Para garantir a votação até o fim de maio, Hugo Motta marcou sessões extras do plenário, que são usadas como referência para o prazo de apresentação de emendas na comissão especial.
A intenção do presidente da Câmara é votar a proposta ainda em maio, mês em que se comemora o Dia do Trabalhador. Hugo Motta também defende uma tramitação rápida no Senado para que a pauta seja vencida antes das eleições. A proposta tem apelo eleitoral e é considera prioritária pelo governo e pela maioria dos parlamentares.
Últimas notícias
Bill Gates alerta que IA pode causar 'um bilhão de mortes' e defende legislação para a tecnologia
Dino derruba decisão de Mendonça e libera posts sobre Nossa Senhora
Anvisa investiga 13 notificações de doença que causa perda de visão associadas a canetas emagrecedoras
Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar mobilizam multidão na reta final das eleições e apostam na vitória no 1° turno
Renato Filho aponta geração de mais de 4 mil empregos com novas termelétricas a gás em Alagoas
Prefeitura de Maceió convoca quase 900 aprovados no PSS da Educação, em diversos cargos
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
