Política

Fora da urna, alagoano Aldo Rebelo entra de cabeça na campanha de Caiado

Ex-ministro queria ser candidato, mas teve seu nome rifado pelo Democracia Cristã

Por Felipe Ferreira 27/07/2026 13h01 - Atualizado em 27/07/2026 13h01
Fora da urna, alagoano Aldo Rebelo entra de cabeça na campanha de Caiado
Aldo Rebelo e Ronaldo Caiado estarão no mesmo palanque - Foto: Reprodução

Impedido de disputar as eleições deste ano como candidato à Presidência da República, o alagoano Aldo Rebelo fez uma aparição na convenção partidária que homologou o nome de Ronaldo Caiado na briga pelo Palácio do Planalto.

No evento, Rebelo discursou a favor de Caiado colocando o ex-governador de Goiás como o único que tem uma trajetória que pode garantir um governo tranquilo.

“O Brasil precisa reunir esses 2 elementos que se afastaram na política: o poder e a autoridade. Hoje, no Brasil, quem tem poder não tem autoridade, porque o poder é concedido por uma norma e a autoridade é concedida por uma biografia que poucos têm para apresentar ao nosso país. Ronaldo Caiado tem essa biografia”, disse Rebelo.

O ex-ministro alagoano aproveitou ainda para elogiar Caiado dizendo que o candidato pode governar o país com união e longe da polarização.

“Você pode ganhar uma eleição num país dividido, mas é difícil governar um país dividido. Eu sei que Caiado tem a capacidade de unir o Brasil em torno do que interessa, que é a volta do crescimento, valorizar o povo brasileiro, o investimento e os investidores, que hoje são criminalizados no Brasil”, afirmou.

Caiado tem reagido nas pesquisas de intenção de voto no embate direto com Lula, o que reflete na postura do agora candidato. O ex-governador que apostar o conflito direto com Flávio Bolsonaro, principal nome da oposição.

Rebelo, vale lembrar, se colocava como pré-candidato pelo DC, mas foi preterido pelo presidente da legenda, João Caldas, em detrimento do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

O ex-magistrado desistiu da campanha presidencial por falta de estrutura partidária e a ausência de articulação para ampliar o grupo de aliados.

Após perder Aldo Rebelo e Joaquim Barbosa, João Caldas escolheu a advogada Clariana Barão para substituir os dois na briga pelo Palácio do Planalto.