Violência

Mulher é presa acusada de sequestro e cárcere privado contra irmã em Rio Largo

Ela também é acusada de maus-tratos contra animais

Por Maurício Silva 29/07/2026 08h08
Mulher é presa acusada de sequestro e cárcere privado contra irmã em Rio Largo
A acusada ficou detida na Central de Flagrantes na parte alta de Maceió - Foto: Cortesia

Uma mulher, que não teve o nome divulgado, foi presa em flagrante acusada de sequestro e cárcere privado contra a própria irmã no município de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. A prisão ocorreu na tarde desta terça-feira (28), no conjunto Jarbas Oiticica, no bairro Mata do Rolo. Ela também é suspeita de cometer maus-tratos contra animais.

Policiais do 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM) foram acionados para uma ocorrência de cárcere privado, em uma operação integrada com a equipe do Ronda no Bairro, a Guarda Civil Municipal e a equipe multidisciplinar da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio Largo. A denúncia foi feita por vizinhos.

Quando as equipes chegaram ao local, foram recebidas pela suspeita. Os profissionais constataram que a vítima estava no banheiro, acuada, com medo e nervosa. Ela relatou que, sua havia dito que iria matá-la com uma faca, se ela falasse alguma coisa. De acordo com os militares, a porta do quarto estava encostada e a vítima, presa no banheiro.

Segundo os agentes, a casa estava muito suja, com mau cheiro, e com muitos gatos doentes, maltratados e magros. Uma equipe do Centro de Zoonoses também estava no local e constatou a situação de maus-tratos contra os 12 felinos.

A vítima foi encaminhada para o Hospital Professor Ib Gatto, em Rio Largo, para atendimento médico, pois estava desidratada e relatou que não comia há dois dias. A autora disse que deixou a irmã presa em casa porque ela a teria ameaçado. Ela acrescentou ainda que não a deixava ela sair porque administra o valor do Bolsa Família da vítima.

A acusada, que não teve o nome divulgado, foi presa e encaminhada para a Central de Flagrantes, no bairro Tabuleiro do Martins, na parte alta da capital alagoana, onde a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) a autuou pelos crimes de maus-tratos a animais, e sequestro e cárcere privado de pessoas aparentadas.