Política

STF autoriza segundo inquérito para investigar suspeitas contra Lulinha

Polícia Federal apura possível tráfico de influência para favorecer empresário em negociações com a Dataprev e órgãos federais

Por Agente 7 com 7Segundos com G1 e CNN Brasil 31/07/2026 21h09

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (31) a Polícia Federal a abrir um segundo inquérito para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Conhecido como Lulinha, Fábio Luís é suspeito de ter atuado para favorecer um empresário interessado em fechar negócios com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e outros órgãos do Governo Federal.

A autorização foi concedida após pedido apresentado pela Polícia Federal. A nova investigação é um desdobramento de outro inquérito que já apura suspeitas de tráfico de influência atribuídas ao filho do presidente.

Suspeita de atuação junto ao governo

De acordo com as informações reveladas sobre o caso, a Polícia Federal pretende esclarecer se Lulinha utilizou a proximidade com o presidente da República para facilitar contatos, reuniões ou negociações entre empresários e integrantes do governo.

O novo procedimento terá como foco a possível atuação em favor de um empresário que buscava negociar com a Dataprev, empresa pública responsável pela gestão e pelo processamento de informações previdenciárias e sociais.

A abertura do inquérito não significa que houve comprovação de crime. A investigação servirá para reunir documentos, depoimentos e outros elementos que possam confirmar ou afastar as suspeitas apresentadas pela Polícia Federal.

Segundo inquérito

O procedimento autorizado nesta sexta-feira é separado da investigação aberta anteriormente, apesar de ter surgido a partir de elementos encontrados no primeiro inquérito.

A Polícia Federal deverá investigar quais contatos foram mantidos, se houve participação de servidores públicos e se alguma vantagem indevida foi solicitada ou oferecida nas negociações.

Ao final das diligências, a PF poderá arquivar o caso, solicitar novas medidas ou apresentar um relatório à Procuradoria-Geral da República.

Caberá à PGR avaliar se existem elementos para oferecer denúncia ou pedir o encerramento da investigação.

Defesa nega irregularidades

A defesa de Lulinha tem negado que ele tenha atuado junto ao governo para beneficiar pessoas ou empresas e sustenta que não houve tráfico de influência.

O presidente Lula também afirmou anteriormente que não utilizará o cargo para proteger o filho e que eventuais responsabilidades deverão ser apuradas pelas autoridades.

Até o momento, Fábio Luís Lula da Silva não foi denunciado nem condenado no âmbito dessas investigações.