STF autoriza segundo inquérito para investigar suspeitas contra Lulinha
Polícia Federal apura possível tráfico de influência para favorecer empresário em negociações com a Dataprev e órgãos federais
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (31) a Polícia Federal a abrir um segundo inquérito para investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Conhecido como Lulinha, Fábio Luís é suspeito de ter atuado para favorecer um empresário interessado em fechar negócios com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e outros órgãos do Governo Federal.
A autorização foi concedida após pedido apresentado pela Polícia Federal. A nova investigação é um desdobramento de outro inquérito que já apura suspeitas de tráfico de influência atribuídas ao filho do presidente.
Suspeita de atuação junto ao governo
De acordo com as informações reveladas sobre o caso, a Polícia Federal pretende esclarecer se Lulinha utilizou a proximidade com o presidente da República para facilitar contatos, reuniões ou negociações entre empresários e integrantes do governo.
O novo procedimento terá como foco a possível atuação em favor de um empresário que buscava negociar com a Dataprev, empresa pública responsável pela gestão e pelo processamento de informações previdenciárias e sociais.
A abertura do inquérito não significa que houve comprovação de crime. A investigação servirá para reunir documentos, depoimentos e outros elementos que possam confirmar ou afastar as suspeitas apresentadas pela Polícia Federal.
Segundo inquérito
O procedimento autorizado nesta sexta-feira é separado da investigação aberta anteriormente, apesar de ter surgido a partir de elementos encontrados no primeiro inquérito.
A Polícia Federal deverá investigar quais contatos foram mantidos, se houve participação de servidores públicos e se alguma vantagem indevida foi solicitada ou oferecida nas negociações.
Ao final das diligências, a PF poderá arquivar o caso, solicitar novas medidas ou apresentar um relatório à Procuradoria-Geral da República.
Caberá à PGR avaliar se existem elementos para oferecer denúncia ou pedir o encerramento da investigação.
Defesa nega irregularidades
A defesa de Lulinha tem negado que ele tenha atuado junto ao governo para beneficiar pessoas ou empresas e sustenta que não houve tráfico de influência.
O presidente Lula também afirmou anteriormente que não utilizará o cargo para proteger o filho e que eventuais responsabilidades deverão ser apuradas pelas autoridades.
Até o momento, Fábio Luís Lula da Silva não foi denunciado nem condenado no âmbito dessas investigações.
Últimas notícias
Carneiros e Mata Grande decretam emergência por estiagem no Sertão
Lei de Antonio Albuquerque endurece punições por violência em estádios de AL
Seris investiga possível soltura irregular de custodiado em Alagoas
Alagoas prepara investimento de R$ 7,2 milhões em rifles para combate ao crime
Estudo mostra que AL tem pior ocupação do país; JHC propõe modelo moderno de desenvolvimento
PGE considera viável contratação do Cebraspe para concurso da Sefaz
Vídeos e noticias mais lidas
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
