Alagoas registra três casos de tráfico de pessoas em 2025, aponta Anuário
Brasil contabilizou 433 notificações no SUS; Bahia lidera ranking nacional com quase 40% dos registros
Alagoas registrou três notificações de tráfico de pessoas em 2025, segundo dados apresentados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Em todo o país, foram contabilizados 433 casos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no ano passado. O número representa o segundo maior da série histórica, ficando atrás apenas de 2023, quando foram registradas 449 notificações.
Os dados são provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e disponibilizados pelo Ministério da Saúde por meio do DataSUS.
A Bahia liderou o ranking nacional, com 172 notificações, o equivalente a 39,7% de todos os registros brasileiros em 2025. São Paulo aparece na segunda posição, com 42 casos, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 32.
Alagoas, com três registros, ficou entre os estados com menor número de notificações. Acre, Amapá e Rondônia não contabilizaram casos no período.
Notificações aumentaram
O Anuário chama atenção para o crescimento das notificações de tráfico de pessoas nos últimos anos. Em 2017, o Brasil havia registrado 176 ocorrências no sistema de saúde. Em 2025, foram 433, um aumento de aproximadamente 146% no período.
Os números representam casos identificados e notificados pelo sistema de saúde e, portanto, não necessariamente correspondem à totalidade das ocorrências de tráfico de pessoas no país.
Cativeiros digitais
O levantamento também alerta para novas formas de atuação das organizações criminosas com o avanço das ferramentas digitais.
Segundo o Anuário, criminosos têm utilizado aplicativos de mensagens e outros ambientes digitais para atrair vítimas por meio de falsas ofertas de emprego, promessas de altos salários e oportunidades de investimento.
Entre os exemplos mencionados estão brasileiros atraídos para o exterior com propostas de trabalho na área de tecnologia e posteriormente submetidos a trabalho forçado em estruturas conhecidas como “scam centres”, centros utilizados para aplicação de golpes digitais.
Nesses locais, vítimas de diferentes nacionalidades podem ser obrigadas a participar de esquemas de fraudes financeiras direcionadas a pessoas de vários países.
O Anuário também cita levantamento segundo o qual os fluxos de criptomoedas destinados a redes relacionadas ao tráfico de pessoas cresceram 85% no último ano, movimentando centenas de milhões de dólares.
Fonte: Brasil 61, com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública/FBSP
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