Delegacia encontra-se com insalubre, inquéritos parados e falta de efetivo
MPAL flagrou irregularidades durante fiscalização no 22º DP, no bairro Trapiche da Barra
Em mais uma fiscalização a unidades vinculadas à Polícia Civil, o Ministério Público de Alagoas (MPAL), por iniciativa da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial (62ª PJC), esteve, nesta segunda-feira (24), na Delegacia do 22º Distrito Policial, no Trapiche da Barra, em Maceió.
Responsável pelas inspeções e titular da 62ª PJC, a promotora de Justiça, Karla Padilha, enfatizou que a unidade não oferece local adequado para as pessoas aguardarem atendimento, tem muito mosquito, ratos, cobras, insalubridade e acúmulo de inquéritos.

“Lamentavelmente, é um espaço sem acessibilidade, tem uma escada enorme pela qual pessoas com dificuldade de locomoção não conseguem passar para chegar à sala onde são confeccionados os boletins de ocorrência. Além disso, são poucos policiais, são apenas 7 servidores, já contando com o delegado, e ainda trabalham em regime de rodízio, diminuindo ainda mais o efetivo que está disponível à população no dia a dia”, ressaltou a promotora de Justiça.
Durante a inspeção, a promotora constatou ainda objetos apreendidos que deveriam ter sido retirados do local, como automóveis e motocicletas que estão tomados pelo mato e se deteriorando com o sol e a chuva num pátio interno da unidade. “O Trapiche da Barra é um bairro que necessita de uma delegacia com excelência de atendimento. A gente lamenta encontrar uma situação como essa, o cidadão precisa ter dignidade no atendimento, principalmente quando é vítima de um crime”, concluiu a promotora Karla Padilha.

A inspeção da 62ª Promotoria de Justiça da Capital ocorreu em atendimento à Resolução 279/2023, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O objetivo é avaliar aspectos estruturais das instalações da Polícia Civil, como também a salubridade desses ambientes, o acúmulo de inquéritos policiais e a capacidade técnica de trabalho investigativo dos agentes em cada unidade.
O MPAL vai expedir ofícios e recomendações e, em alguns casos, ingressar na Justiça com Ações Civis Públicas (ACP) contra o Estado de Alagoas para que se minimizem as questões verificadas nas unidades visitadas até agora.

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