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Lobista dizia gastar R$ 100 mil por mês para bancar Lulinha, aponta inquérito

Em conversa com empresário, Luchsinger afirmou ter dito ao filho do presidente que iria parar de pagar passagens por demora em pagamentos

Por 7Segundos com CNN 25/08/2026 09h09
Lobista dizia gastar R$ 100 mil por mês para bancar Lulinha, aponta inquérito
Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

A lobista Roberta Luchsinger relatou em conversa com um empresário que gastava R$ 100 mil por mês para bancar despesas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A informação está no inquérito em curso no STF (Supremo Tribunal Federal) que apura se o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Luchsinger teriam atuado para fechar contratos no Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal.

Segundo investigadores, Roberta teria dito que seria necessário parar de pagar passagens devido à demora em receber pagamentos acordados.

“Se cê souber o que que o outro disse, eu fui cortar o negócio né, daí eu falei 'ó Fábio, agora acabou porque a casa por mês a gente gasta em torno de 100 mil, então assim, não vai dar mais pra ter essas passagens né', ele falou 'ah, eu vou ficar pedindo pro Cleber e ro Checon', eu ri pra caramba, eu falei ué, eu falei ué, boa sorte pra você”, disse Roberta em diálogo revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmado pela CNN.

O interlocutor é o empresário Cléber Ribas. A conversa teria ocorrido em 25 de agosto de 2025 e começado com um áudio de Luchinger com questionamentos sobre pagamentos.

“Bom dia, tudo bem? Deixa eu te falar, o Freitas paga quando? Aí será que ele não paga hoje não? Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fabio, aí vai pagar com o dinheiro do Freitas, tá foda”, diz trecho obtido pela investigação.

Ribas teria respondido logo na sequência: “ele paga sempre dia 28, vou ver com ele aqui”. É depois desta resposta que ela fala das despesas de Lulinha.

A polícia diz que ainda investiga quem seria a pessoa mencionada como Freitas e que é necessário seguir as apurações para entender o contexto da conversa.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirma que não pode atestar a autenticidade das mensagens.

“O que podemos dizer é que, caso elas sejam verdadeiras, foram tiradas de contexto. Não há nada nos autos que possa sugerir que a Roberta gastava R$ 100 mil com Fábio. Não há nada nos autos. São inferências não conclusivas e irresponsáveis de setores da PF que seguem tentando interferir nas eleições de 2026”, disse à CNN.

A defesa de Cléber Ribas critica o vazamento das mensagens “sem contexto” e diz que todos os contratos celebrados de empresas ligadas a ele com o governo federal foram firmados com transparência.

“Os vazamentos de trechos selecionados das comunicações e de interpretações feitas a partir desses extratos, todos vagos e descontextualizados, impossibilitam a efetiva atividade defensiva. Reiteramos que os contratos celebrados com o Governo Federal foram firmados com a mais absoluta transparência, depois dos procedimentos administrativos previstos em lei e sem o favorecimento de quem quer que seja”, diz o texto.