Polícia

Polícia ouve seis testemunhas e busca imagens sobre atropelamento de adolescente

Relatos apontam que carro fazia manobras arriscadas antes de atingir Juan Wilson, de 15 anos, em Maceió

Por Gabrielly Farias 31/08/2026 18h06 - Atualizado em 31/08/2026 18h06
Polícia ouve seis testemunhas e busca imagens sobre atropelamento de adolescente
Ruan Wilson, 15 anos, foi atropelado na faixa de pedestre - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Polícia Civil de Alagoas já ouviu seis testemunhas durante a investigação sobre o atropelamento que matou o adolescente Ruan Wilson de Lima Silva, de 15 anos, em Maceió. Os depoimentos apontam que o carro conduzido pelo motorista envolvido na ocorrência teria realizado manobras consideradas arriscadas antes de atingir o jovem.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (31) pelo delegado Carlos Reis, responsável pelo inquérito na Delegacia de Trânsito de Maceió, em entrevista à TV Gazeta.

Entre as pessoas ouvidas estão testemunhas que presenciaram o acidente e trabalhadores que estavam na região no momento da ocorrência. Um gari e um motorista que atuavam em um serviço de limpeza urbana também prestaram depoimento. “Temos, inclusive, testemunhas que presenciaram como o carro estava, o veículo do condutor vinha se comportando durante toda a [avenida]”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil também solicitou imagens de câmeras de videomonitoramento instaladas em imóveis e estabelecimentos próximos ao local do atropelamento. Os pedidos foram encaminhados no dia 26 e, segundo Carlos Reis, os responsáveis já confirmaram o recebimento das solicitações.

As gravações ainda são aguardadas e deverão ser analisadas junto aos depoimentos para ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente e verificar o comportamento do veículo antes da colisão.

O motorista envolvido no atropelamento ainda não prestou depoimento. De acordo com o delegado, a polícia decidiu ouvir primeiro as testemunhas e reunir os demais elementos da investigação antes de tomar o depoimento do condutor. “Eu sempre deixo o condutor por último. Primeiro a gente enriquece os autos para que a gente possa, no final, ouvir o condutor do veículo”, explicou.

A investigação também analisa informações sobre a distância entre objetos que pertenciam ao adolescente e o ponto onde ele foi atingido. Conforme os depoimentos, uma sandália de Juan teria ficado a pouco mais de cinco metros da faixa de pedestres, enquanto o corpo do jovem foi localizado a cerca de 25 metros.

O delegado destacou, no entanto, que essas informações precisam ser analisadas com cautela e em conjunto com as demais provas antes de qualquer conclusão sobre a dinâmica do atropelamento.

A Polícia Civil também aguarda documentos solicitados ao Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT). Segundo Carlos Reis, o material será analisado no decorrer da investigação. “Já temos alguns documentos e, no momento oportuno, nós nos debruçaremos e, logicamente, possivelmente iremos divulgar para que a imprensa possa fazer o papel dela, que é o de informar a população”, afirmou.