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PF apreende fuzil e outras seis armas de Mario Frias em operação

Polícia Federal divulgou imagens dos sete armamentos recolhidos durante buscas da Operação Make Up em endereços ligados ao deputado

Por 7Segundos, com Último Segundo/IG 10/09/2026 11h11
PF apreende fuzil e outras seis armas de Mario Frias em operação
7 armas foram apreendidas na casa de Mario Frias - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil + Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) apreendeu um fuzil e outras seis armas durante o cumprimento de mandados da Operação Make Up, deflagrada na manhã desta quinta-feira (10) e que tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Ao todo, foram recolhidas cinco pistolas, uma espingarda e um fuzil. A PF divulgou imagens dos armamentos apreendidos durante a ação.

As sete armas estão registradas em nome de Frias, mas foram encontradas em endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar, segundo informações divulgadas pela PF. Diante da situação, a Polícia Federal vai apurar se houve crime de posse ilegal de arma de fogo.

Além dos armamentos, computadores e celulares foram recolhidos e deverão ser submetidos à análise dos investigadores.

Operação Make Up


A Operação Make Up investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Nesta quinta-feira, a Polícia Federal cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mario Frias é um dos alvos da operação e é autor de emendas que estão sob investigação. O deputado também atuou como produtor-executivo e roteirista de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A investigação apura a destinação de recursos ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produtora Karina Ferreira da Gama, que também é alvo da operação. A PF investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos provenientes de emendas destinadas por Frias.

Segundo a Polícia Federal, há indícios da atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado recursos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. Dados financeiros analisados durante a investigação indicaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que fariam parte do esquema investigado.

A investigação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações.