Acidentes

Mãe diz que menino foi atropelado quando brincava na porta: 'pior dia da minha vida'

Condutor foi espancado até a morte no Vergel do Lago

Por Maurício Silva 14/09/2026 07h07 - Atualizado em 14/09/2026 08h08
Mãe diz que menino foi atropelado quando brincava na porta: 'pior dia da minha vida'
Mãe de menino morto faz aniversário nesta segunda-feira (14) - Foto: Reprodução / TV Pajuçara

“É o pior dia da minha vida”, disse Tainara Michele, que completa 24 anos nesta segunda-feira (14). A data, que deveria ser de comemoração, é marcada pelo luto pela morte do filho, Marcos Antônio, de dois anos, vítima de um grave atropelamento na região da Orla Lagunar, no bairro Vergel do Lago, em Maceió, na noite deste domingo (13). A filha de Tainara, de quatro anos, também foi atingida e ficou ferida. O condutor do carro morreu após ser espancado.

Em entrevista à TV Pajuçara, a mãe contou que os dois filhos brincavam na porta de casa quando foram atingidos pelo veículo. A menina já recebeu alta médica do Hospital Geral do Estado (HGE). Nesta segunda-feira, Tainara organiza o velório e o sepultamento de Marcos Antônio.

“Ele estava brincando no velocípede. Aí eu voei para um lado e minha filha para o outro. Saí procurando ele dentro de casa e na casa da vizinha, mas não achei. Depois, nós levantamos o carro e não o encontramos. Quando levantamos as pedras, ele já estava embaixo. Ele estava brincando com a minha filha. Estava tão feliz, tão alegre... Não esperava que isso acontecesse com ele”, contou.

Segundo Tainara, ela inicialmente não percebeu que o menino estava preso sob o veículo e os escombros. “Não tinha percebido que era meu filho, não imaginava que era ele. Eu só vi depois que todo mundo ficou aperreado; eu saí aperreada procurando, mas só viemos a achar depois que tiraram o carro e as pedras. Ele já estava morto”, relatou.

Desesperada, a mãe levou o filho nos braços para a casa da avó. Ela contou ainda que Marcos costumava brincar na frente de casa e que nunca havia se afastado do local. “Eu moro aqui há três anos e ele nunca tinha saído aqui da porta”, disse.

Tainara afirmou que não conhecia o motorista envolvido no atropelamento. “Não conheço o condutor. Nunca vi na vida aquele homem. Eu estou com o coração na mão, eu não vou mentir. Para a gente que é mãe, não é fácil, não. Perder um filho assim...”, afirmou.

Sobre a filha, ela disse que a menina ficou com arranhões e ainda sente dores ao caminhar, mas está bem. “Ela está toda arranhada, sente dor quando anda, mas está bem”, contou.

“É o pior dia da minha vida. Não tem o que dizer, não tem explicação”, finalizou.