Política

Rico Melquíades pressiona voto de funcionárias e pode ser investigado pela PF

Em vídeo publicado no sábado (12), influenciador alagoano ameaça demitir funcionárias em razão da preferência político partidária

Por 7Segundos 14/09/2026 10h10 - Atualizado em 14/09/2026 11h11
Rico Melquíades pressiona voto de funcionárias e pode ser investigado pela PF
MPE requereu a apuração de crime eleitoral por Rico Melquíades - Foto: Pedro França/Agência Senado

O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou procedimento e solicitou à Polícia Federal a investigação de crime eleitoral para apurar a conduta do influenciador Rico Melquíades. A medida tem como ponto um vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (12), em que Rico aparece questionando funcionárias sobre suas preferências político-partidárias.

O influenciador será investigado com base no art. 301 do Código Eleitoral, que estabelece como crime o uso de violência ou grave ameaça para obrigar alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido, ainda que o objetivo não seja efetivamente alcançado.

Na gravação divulgada nas redes sociais do influenciador, que conta com mais de 12 milhões de seguidores, Rico questiona quem pagaria os salários das mulheres e diz que "não quer petista". Com uma das mulheres, Rico chega a afirmar que ela estaria demitida, solicitando para que juntasse seus pertences, reforçando o argumento de que ele é o responsável pelo pagamento dos salários.

Para o MPE, a atitude de Rico é ilícita, e se trata de coação eleitoral, mesmo que o influenciador alegue que se tratava de uma brincadeira. Além da PF, o caso será levado à Justiça Eleitoral, para que este tipo de comportamento seja refutado.

“É inaceitável que alguém se valha da posição de empregador, do poder econômico e da dependência decorrente da relação de trabalho para constranger trabalhadores em razão de suas escolhas políticas. Emprego e salário não podem ser usados como instrumentos para impor, direcionar ou tentar interferir no voto de ninguém. Uma conduta dessa natureza viola a liberdade de escolha do eleitor e exige uma resposta firme do Ministério Público Eleitoral”, afirmou o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho.