Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) são eleitos senadores pelo Paraná
Eles ocuparão as cadeiras de Flávio Arns e Oriovisto Guimarães; elegibilidade de Dallagnol ainda será julgada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Os candidatos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos senadores pelo Paraná.
Até as 19h06 deste domingo (4), quando as urnas estavam 95,25% apuradas, Filipe Barros somava mais de 3 milhões de votos (27,37% dos votos válidos) e Deltan Dallagnol tinha mais de 2,7 milhões de votos (25,28% dos votos válidos).
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu a candidatura de Deltan Dallagnol (NOVO) ao Senado pelo Paraná, no sábado (3). Neste domingo (4), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu decisão e manteve a candidatura. Com isso, o registro de Dallagnol é considerado “deferido com recurso” pela Justiça Eleitoral e os votos dados à chapa devem ser processados. O caso ainda será julgado pelo plenário do Tribunal. Entenda neste link.
Filipe Barros é natural de Londrina, no norte do estado, e tem 35 anos. Formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi presidente do Diretório Central dos Estudantes da universidade em 2012.
De 2013 a 2015 atuou como assessor legislativo na Câmara Municipal de Londrina e foi eleito vereador no município em 2016, pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). Em 2018, saiu do PRB e se filiou ao Partido Social Liberal (PSL), pelo qual se elegeu deputado federal naquele ano.
Em 2022, passou pelo União Brasil, trocando o partido pelo PL no mesmo ano. Pelo novo partido, foi reeleito deputado federal. Atualmente, Barros é presidente do diretório estadual do PL.
Deltan é formado em direito e mestre na área pela Harvard Law School. Nascido em 1980, ele é natural de Pato Branco, no sudoeste do Paraná.
Deltan foi procurador da República entre 2003 e novembro de 2021, quando pediu exoneração do cargo. Neste período, atuou em casos como o do Banestado e, em 2014, passou a coordenar a força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba. Em setembro de 2020, ele deixou a força-tarefa da operação. Na época, ele alegou questões pessoais para a saída da operação.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), 543 pessoas foram denunciadas em 217 acusações criminais apresentadas pela força-tarefa liderada por Dallagnol. Ao menos 166 pessoas acabaram condenadas pela Justiça nestes processos.
Durante os seis anos à frente da operação, ele assinou denúncias contra diversos políticos e empresários, com destaque para uma apresentação em PowerPoint, em setembro de 2016, que acusou o ex-presidente Lula por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Em 2022, Deltan foi eleito deputado federal do Paraná, sendo o candidato mais votado ao cargo no estado, com mais de 340 mil votos. No ano seguinte, uma decisão do TSE cassou o registro de candidatura dele, o que resultou na perda do mandato.
Últimas notícias
Rafael Brito celebra vitória de Lula e a garantia de investimentos na educação do país
Semana Estadual do Livro e Bibliotecas reúne programação cultural em Alagoas
HGE participa do diagnóstico e tratamento de criança de dois anos com pancreatite
Aplicativo do Programa Saúde Até Você Digital alcança mais de 140 mil consultas
Thiago Prado diz que liberar comércio na orla prejudicaria ambulantes antigos
Hemoal faz coleta de sangue e cadastro de medula óssea em centro universitário
Vídeos e noticias mais lidas
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
Após prefeitura repor lâmpada, dono de sucata desafia moradores e arranca braço de poste
