Polícia

Polícia Civil mira grupo especializado em golpes virtuais em AL e mais dois estados

Operação cumpriu mandados em Alagoas, Mato Grosso e Paraná e também determinou o bloqueio de bens e valores ligados à investigação

Por Erick Balbino 07/10/2026 11h11 - Atualizado em 07/10/2026 12h12
Polícia Civil mira grupo especializado em golpes virtuais em AL e mais dois estados
Polícia Civil mira grupo suspeito de golpes virtuais em três estados - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas deflagrou, nesta quarta-feira (7), uma operação contra suspeitos de envolvimento em crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ação foi realizada em conjunto com as Polícias Civis do Mato Grosso e do Paraná.

Coordenada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), por meio da Divisão Especial de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DECCOR), a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram executadas em Arapiraca (AL), Foz do Iguaçu (PR) e Rondonópolis (MT).

A ação contou com o apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis e da Divisão Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) de Foz do Iguaçu. Os trabalhos foram coordenados pelos delegados Ana Beatriz e Lukas Nascimento.

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores relacionados à investigação.

Golpe começou com anúncio falso de veículo

As investigações tiveram início a partir de uma fraude envolvendo a negociação de um veículo anunciado em uma plataforma de vendas pela internet.

Segundo a Polícia Civil, um dos investigados teria utilizado fotos e informações de um automóvel verdadeiro para publicar um novo anúncio, passando-se pelo proprietário do veículo. A estratégia teria atraído uma pessoa interessada na compra.

Durante a negociação, a vítima realizou transferências bancárias acreditando que estava pagando pelo automóvel. O veículo, no entanto, não foi entregue. O proprietário legítimo também não recebeu qualquer quantia pela suposta venda.

A partir da apuração, os investigadores identificaram indícios de que o caso poderia estar relacionado a uma estrutura criminosa mais ampla. Conforme a Polícia Civil, os envolvidos teriam funções distintas na aplicação dos golpes e na movimentação dos recursos obtidos ilegalmente.

Investigação apura lavagem de dinheiro

A DECCOR também passou a investigar a possível utilização de mecanismos para ocultar ou dissimular a origem dos valores provenientes das fraudes.

Os levantamentos indicaram ainda possíveis conexões do grupo com atividades criminosas em outros estados. Por isso, as diligências foram realizadas simultaneamente em Alagoas, Mato Grosso e Paraná.

Com as buscas, a Polícia Civil pretende obter novos elementos de prova, esclarecer a participação individual de cada investigado e dimensionar a possível extensão da atuação do grupo.

As investigações permanecem em andamento para identificar eventuais outros integrantes e acompanhar o destino dos valores obtidos por meio dos golpes. A Polícia Civil informou que não divulgará, neste momento, informações que possam prejudicar o avanço das apurações.