Maceió

Carreata de permissionários da Ceasa congestiona trânsito no Centro de Maceió

Manifestantes seguiram em direção ao Ministério Público contra projeto que prevê concessão da central

Por Gabrielly Farias 08/10/2026 15h03 - Atualizado em 08/10/2026 15h03
Carreata de permissionários da Ceasa congestiona trânsito no Centro de Maceió
Carreata de permissionários da Ceasa provoca congestionamento na Ladeira dos Martírios, no Centro de Maceió - Foto: Cortesia

Uma carreata de permissionários da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa/AL) congestionou o trânsito na Ladeira dos Martírios, no Centro de Maceió, na manhã desta quinta-feira (8). A mobilização ocorre em protesto contra o projeto do Governo de Alagoas que prevê a concessão da gestão do complexo à iniciativa privada.

Caminhões e outros veículos participaram do ato, que saiu da Ceasa, localizada na parte alta da capital, com destino à sede do Ministério Público de Alagoas (MPAL). O buzinaço provocou retenções no trânsito durante a passagem dos manifestantes pela região central.

Os permissionários afirmam ser contrários à transferência da gestão do complexo para uma empresa privada e cobram mais informações sobre a proposta. O Projeto de Lei nº 2.123/2026, que tramita na Assembleia Legislativa de Alagoas, autoriza a concessão de uso oneroso da Ceasa/AL por 30 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 30 anos.

Apesar de o projeto ser tratado pelos manifestantes como uma privatização, o texto estabelece uma concessão de uso. Nesse modelo, a propriedade do complexo permanece com o Estado, enquanto a empresa vencedora da futura licitação poderá assumir a operação, manutenção, modernização, gestão e exploração econômica do espaço.

Os permissionários temem que a mudança na administração provoque aumento dos custos, perda de postos de trabalho e impactos nos preços dos produtos comercializados na central.

Segundo a comissão formada pelos trabalhadores, a Ceasa reúne cerca de 500 permissionários e gera aproximadamente 5 mil empregos diretos, além de postos indiretos ligados à cadeia de abastecimento.

O projeto prevê que os comerciantes regularmente cadastrados tenham as condições atuais preservadas nos dois primeiros anos da concessão. Após esse período, a futura concessionária poderá estabelecer novos valores de aluguel de acordo com os preços praticados pelo mercado.

Os manifestantes afirmam que não são contrários à modernização da Ceasa, mas defendem que eventuais mudanças sejam discutidas com os permissionários e demais trabalhadores que atuam no local.

A proposta foi aprovada em primeiro turno na Assembleia Legislativa na quarta-feira (7) e ainda precisa avançar nas demais etapas de tramitação.