Saúde

Arapiraca registra mais de 400 casos de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde

Alagoas apresentou a quinta menor incidência da doença no país

Por Erick Balbino 28/04/2024 08h08
Arapiraca registra mais de 400 casos de dengue, segundo dados do Ministério da Saúde
Bosque das Arapiracas - Foto: Ascom

O Brasil vive uma alta histórica de casos de dengue em 2024. Esta semana, o país bateu a marca de 1 milhão de pacientes. O total é mais da metade do registrado ao longo de 2023.

Em Arapiraca, 452 casos prováveis da doença foram registrados até o momento, de acordo como o Painel de Monitoramento das Arboviroses - análise feita nesta sexta-feira (26). O coeficiente de incidência da doença na Capital do Agreste alagoano é de 184,5 casos a cada 100 mil habitantes.

Apesar do salto histórico nos casos de dengue no Brasil, Alagoas tem o quinto menor coeficiente de incidência da doença, segundo o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.

O estado apresentou coeficiente de 162,3 casos prováveis a cada 100 mil habitantes, ficando atrás apenas de Sergipe (144,2), Maranhão (134,9), Ceará (107,6), e Roraima (40,2).

O Distrito Federal é a unidade federada com maior coeficiente de incidência, apresentando 8.198,7 casos a cada 100 mil habitantes.

Confira a lista completa abaixo:

A previsão do Ministério da Saúde é que o Brasil atinja 4,2 milhões de casos, marca inédita do país.

O aumento é atribuído por especialistas a uma combinação de fatores, incluindo a introdução de novas variantes do vírus no país (existem quatro sorotipos do patógeno responsável pela dengue) e o impacto das mudanças climáticas. Além disso, ressaltam a diminuição das medidas de combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

De acordo com o professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Mina Gerais (UFMG), Este ano, temos uma situação com os sorotipos circulando simultaneamente, com uma maior prevalência dos tipos 3 e 4, por exemplo.

"Isso afeta uma população bastante vulnerável, pois ocorre a entrada de novos sorotipos entre pessoas que não tiveram contato com a doença por um longo período", explicou ele, que é coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Dengue.