Fabrízio Almeida
O desafio da cidadania
No ano de 2013, deu-se início uma série de manifestações populares, dali partiu uma avalanche de críticas ao Estado brasileiro, nas três esferas, estava clara a enorme insatisfação do povo com os seus governantes, com a administração dos recursos públicos e o sistema político. Criticou-se à época preços de passagens, obras da copa do mundo, desperdício de recursos, ineficiência do Estado, alta carga tributária, dentre outros temas igualmente importantes.
Ficou claro naquele momento que o controle social da administração pública estava começando a ganhar uma nova dimensão neste País. A popularização da internet através de smartphones bem como a utilização das redes sociais mudou o panorama da nossa realidade, já não era possível esconder toda a sujeira embaixo do tapete. Pouco a pouco o brasileiro estava mais atento, desconfiado, fruto da informação que já não era mais seletiva e afagada pelo sistema. O futebol que há pouco era o assunto mais discutido no País deu lugar à política e seus jogos de poder.
Hoje o cenário ainda é o mesmo, a nação segue atenta às articulações da política, sobretudo agora que temos um governo federal interino que pode ser confirmado, ou não, nos próximos seis meses. Chegamos num momento onde a margem de erro não pode ser grande, não se tolera mais tanta trapalhada na gestão da coisa pública. Passamos a entender também o quanto é importante e valioso escolher bem os nossos candidatos, principalmente para ocupar as cadeiras dos parlamentos. Espera-se que neste novo tempo propostas de políticas públicas efetivas substituam práticas assistencialistas eleitoreiras, senão estaremos fadados a repetir os mesmos erros da história.
O maior desafio consiste em recrutar bons quadros da sociedade para qualificar a representação popular, pessoas que compreendam a dimensão do momento e das exigências sociais, que não se furtem a romper velhas práticas e acreditem que é possível evoluir.
É tolice acreditar que a simples alteração do nome à frente da Presidência da República fará as coisas melhorarem instantaneamente e que a corrupção passará a não existir como um passe de mágica. O Brasil ainda está muito longe disto e receio que nunca atinja o melhor dos mundos neste aspecto, no entanto é possível melhorar. A mudança parte de nós, é de dentro pra fora, refletindo a vida em sociedade pelo bem do interesse público, entendendo a finalidade social da nossa existência.
Acredito que seja a hora de olharmos mais para a nossa casa, onde vivemos e usufruímos dos serviços públicos. É tempo de aproximar com qualidade o Estado e seu povo. Para que muitos serviços privados sejam opção, não necessidade ante a ausência e negligência do ente público. O desafio não se restringe apenas ao novo governo federal, é dever de cada pessoa colaborar neste processo, o exercício da cidadania sem dúvida é o primeiro estágio da renovação.
Siga-me das redes sociais:
Facebook: Fabrizio Almeida
Instagram: @fabrizioaalmeida
Twitter: @fabrizioalmeida
Sobre o blog
Advogado, Administrador Público, Procurador Municipal, sócio do escritório jurídico Ventura & Macário advogados associados. Tem forte atuação em demandas cíveis, sobretudo em causas contra a administração pública nas três esferas de poder. É torcedor e também advogado da Agremiação Sportiva Arapiraquense desde 2010.
Arquivos
Últimas notícias

Músicos arapiraquenses criam projeto "Os Poetas Estão Vivos" para homenagear grandes nomes do rock nacional

Deputado Fabio Costa cobra justiça por Daniela, jovem violentada que ficou com sequelas no interior de Alagoas

Polícia cumpre mandado de busca e apreensão em Olho d’Água das Flores

Quarta edição da FliPenedo acontece de 09 a 12 de abril

Secretaria de Saúde de Penedo presta contas ao Conselho Municipal de Saúde
