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Maurício Quintela assina obras para dragagem do Porto de Santos

03/02/2017 13h01
Maurício Quintela assina obras para dragagem do Porto de Santos

Maurício Quintela, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, assinou, na última quinta-feira (02), o contrato para as obras e serviços de drenagem do Porto de Santos. O Governo Federal irá investir R$ 369 milhões. O objetivo é aumentar o calado dos canais de acesso, das bacias de evolução e dos berços de atracação do terminal santista. Estima-se que a cada centímetro de ganho de profundidade será ampliada a capacidade das embarcações em até oito contêineres – média de 100 toneladas.

“As obras são fundamentais para o aprimoramento do Porto de Santos e que deverá gerar, de imediato, impacto positivo da cadeia logística do setor. Ao se ampliar a capacidade de movimentação, teremos a diminuição do custo dos fretes, a ampliação da competitividade em nível nacional, trazendo benefícios que alcançarão, certamente, os consumidores finais”, destacou Quintela.

O alagoano também fez referência ao estudo realizado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) em 2015, que demonstra que a cada US$ 1 bilhão exportado, são gerados mais de 300 mil empregos em toda estrutura logística, potencializando ganhos à atividade portuária, terminais, transportadores e armadores.

A expectativa é que, após a realização das obras de dragagem, o Porto ofereça mais segurança à navegação, tenha redução do custo de frete, melhore a competitividade dos produtos nacionais e diminua o gasto do Porto com a demurrage (multa cobrada sobre atraso no desembarque de cargas).

A empresa responsável pelas obras e serviços de dragagem de manutenção será a Van Oord, vencedora da licitação. A empresa terá 17 meses para conclusão dos serviços, divididos em 6 meses para apresentação do projeto básico e 11 para execução.

NÚMEROS - O Porto de Santos está em primeiro lugar no ranking de movimentação dos Portos Organizados e transporta um terço dos produtos movimentados no país. Além disso, é o primeiro na movimentação de contêineres, com 3,8 milhões TEUs (seis metros ou 20 pés) em 2015; e na exportação de açúcar e de grãos de soja.

A movimentação acumulada de cargas no Porto de Santos em 2016 atingiu a marca de 113,8 milhões de toneladas, a terceira melhor de toda a série histórica do porto para o período, apenas 5,1% inferior à movimentação recorde verificada em 2015.

As importações registraram volume de 32,4 milhões de toneladas, resultado superior ao acumulado até dezembro de 2015. Já as exportações acumularam 81,4 milhões de toneladas no período. No total, ocorreram 4.723 atracações no ano de 2016.

ESTRUTURA DO PORTO - A infraestrutura portuária é dotada de mais de 15 quilômetros de extensão de cais e área útil total de 7,8 milhões de m². Além de 55 terminais marítimos e retroportuários e 65 berços de atracação, dos quais 14 são de terminais privados (Cutrale, Dow Química, Usiminas, Valefértil e Embraport).

Destacam-se os terminais especializados, localizados nas duas margens do estuário, com a seguinte disponibilização de berços: 1 para veículos; 17 para contêineres; 5 para fertilizantes/adubos; 6 para produtos químicos; 2 para cítricos; 8 para sólidos de origem vegetal; 1 para sal; 2 para passageiros; 1 para produtos de origem florestal; 1 para derivados de petróleo; 4 para trigo; 5 para produtos siderúrgicos; 10 para carga geral e 2 de multiuso (suco cítrico agranel, roll-on/roll-off e contêiner).

125 ANOS- No dia 2 de fevereiro de 2017, o Porto de Santos comemorará 125 anos da entrega do primeiro trecho de 260 metros de cais construído pela então Companhia Docas de Santos (CDS), marcada pela atracação do navio "Nasmith", de bandeira inglesa, da armadora Lamport & Holt.

A Codesp preparou um calendário de eventos. Dentro das comemorações, será reaberta a Pinacoteca Gaffrée e Guinle, que faz parte do Complexo Cultural do Porto de Santos, juntamente com o Museu do Porto. A Pinacoteca foi inaugurada em 28 de janeiro de 1999 e recebeu esse nome em homenagem a Cândido Gaffrée e Eduardo Palassin Guinle, fundadores da CDS, empresa responsável pela construção dos primeiros cais.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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