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PSDB indicará Antonio Anastasia para vice-presidência da CCJ, diz Aécio

07/02/2017 19h07
PSDB indicará Antonio Anastasia para vice-presidência da CCJ, diz Aécio

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou nesta terça-feira, 7, que a legenda indicou Antonio Anastasia (MG) para a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Anastasia foi o relator da comissão especial do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, no ano passado.

Segundo Aécio, Anastasia já adiantou ao partido que não tem interesse no cargo de ministro da Justiça, como havia sido considerado pelo Palácio do Planalto. A vaga está aberta desde a nomeação do ministro licenciado Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF).

"Acho muito delicado falar sobre indicações para ministérios, pois a decisão cabe à presidência, mas Anastasia não tem se mostrado disposto a se distanciar das suas atividades no Senado. Ele me disse ontem que prefere continuar no Senado", declarou o tucano.

Aécio pediu celeridade nas indicações dos partidos para as comissões. Há um impasse no PMDB para definir a presidência da CCJ. Somente após essa definição terá início a contagem de prazo para a sabatina de Moraes na Casa. "Queremos finalizar as indicações hoje para que a sabatina ocorra por volta do dia 22."

Moraes, que era filiado ao PSDB, enviou mais cedo o seu pedido de desligamento do partido. "Posso dizer que a partir de hoje Moraes é um ex-tucano", confirmou Aécio. Ele defendeu que ministros do Supremo podem, e até devem, ter militância partidária antes de assumirem o cargo.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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