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A nova estratégia do MDB

19/03/2018 17h05
A nova estratégia do MDB

Após o anúncio do Prefeito Rui Palmeira (PSDB) confirmando intenção em não ser candidato ao Governo do Estado neste ano, o grupo palaciano começou a repensar a estratégia para as eleições de 2018.

Na chapa de Governo, o próprio governador Renan Filho (MDB) já está sacramentado como pré- candidato à reeleição. Agora o foco é pela vaga de vice.

O atual vice, Luciano Barbosa, está alinhado e bem resolvido na relação com o governador. Porém a densidade eleitoral de Barbosa em Arapiraca já colou em Renan Filho. O foco do vice -governador é ser prefeito de Arapiraca em 2020, onde aparece bem situado em sondagens.

Com isso há no grupo governista uma possibilidade de mudança na chapa tendo em vista que na eventual reeleição de RF, em 2022 ele sendo candidato ao Senado como previsto deverá renunciar e deixar o governo na mão do vice.

Se Luciano for reeleito vice -governador e se eleger prefeito de Arapiraca em 2020, a vaga do substituto do Chefe do Executivo ficaria com o Presidente da Assembleia Legislativa, podendo mudar toda dinâmica do xadrez eleitoral.

Com isso há uma forte tendência de que Luciano Barbosa continuaria na Secretaria de Educação tocando a pasta e o vice deverá ser escolhido a dedo de dentro do Palácio.  Alguém que tenha relação de confiança com o governador e que possua capacidade de assumir o governo nas eventuais saídas de Renan Filho.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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