Politicando
Lima Júnior perde o apoio da tropa para voltar ao comando da PM
Coronel é acusado de perseguir militares da corporação
Com a saída do Coronel Lima Júnior da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a tropa defende que a possibilidade de o oficial voltar para o comando geral da Polícia Militar (PM) em Alagoas seja descartada. A reformulação faz parte da reforma administrativa confirmada pelo governador do Estado, Renan Filho (MDB).
De acordo com denúncia recebida pela reportagem, Lima Júnior é acusado de perseguir militares que reclamam da sua falta de habilidade dentro da corporação. “Muitos coronéis pediram afastamento por causa dele. Pelo menos cinco foram para a reserva remunerada na gestão dele”, diz um policial militar que prefere ter o nome preservado.
O denunciante vai além e diz que o retorno de Lima Júnior para o comando da PM pode provocar uma reação negativa na tropa, podendo resultar no aumento de práticas criminosas em todo o Estado. "Ele nunca vai às operações prestigiar a tropa. O que ele sabe mesmo é comandar mesa de bar. Por isso os números de homicídios dispararam”, revela.
De acordo com o Boletim de Estatísticas Criminais da SSP, de janeiro de 2019 até dezembro do mesmo ano foram 1.188 crimes violentos letais e intencionais. Já de janeiro de 2019 à novembro de 2020 já foram 1.205, o que confirma o aumento nos índices de criminalidade apresentados na denúncia.
Outro fator apresentado na denúncia é a falta de incentivo à militares que estão iniciando carreira na corporação. “Alunos novos querem apenas postar fotos no Instagram. Não existe mais um treinamento duro como tinha na nossa época. Muitos entram apenas para que a PM sirva de degrau em suas vidas”, concluiu.
O novo secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar ainda informou se planeja fazer alterações nos comandos da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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