Blog do André Avlis
SELEÇÃO BRASILEIRA: Sim, Raphael Veiga tem vaga no time de Tite
Entres os 27 convocados para os amistosos contra Coreia do Sul e Japão, o técnico chamou cinco volantes e três laterais-esquerdos

O que é preciso fazer para ser convocado para a seleção brasileira?
Se a resposta for viver um bom momento técnico e tático, manter-se em alto nível de performance e rendimento, ser decisivo para a sua equipe e ainda ser um dos melhores do país na atualidade, Raphael Veiga merece ser chamado.
O meia do Palmeiras, além de ser um dos principais jogadores do seu clube, vive uma fase decisiva. Marcando gols em semifinais, finais e ganhando prêmios individuais.
Para ilustrar um pouco do que estou falando, na atual temporada, Veiga entrou em campo 26 vezes. Marcou 16 gols, deu 7 assistências e tem 23 participações diretas para gols.
No entanto, apesar de tudo isso, ainda não foi lembrado por Tite - e talvez nem seja.
A convocação de hoje, para os amistosos, em junho, contra Coreia do Sul e Japão (o que seria contra a Argentina foi cancelado), sinalizou que Adenor já tem, basicamente, o grupo da Copa definido.
No entanto, algumas decisões não foram compreensíveis. Especialmente quando ele chama três laterais-esquerdos e cinco volantes.
Vale lembrar que para o Mundial do Catar, a FIFA já indicou a permissão de cada seleção convocar 26 jogadores e não mais 24.
Dizem que a briga de Raphael é com Philippe Coutinho. Discordo. E mesmo que fosse, num recente período, seria algo discutível.
Antes, tal afirmação e as comparações (às vezes ilógicas e incoerentes) eram aceitáveis. Hoje não mais.
Com 26 jogadores, em uma conta rápida, existe a possibilidade de convocar mais um meio-campista. Por exemplo (26): 4 goleiros (informado por Tite), 4 laterais, 4 zagueiros, 4 volantes, 3 meias e 7 atacantes.
No atual elenco, Paquetá e Coutinho têm perfis de armadores e articuladores. Com características diferentes.
Mais um meio-campista entregaria para técnico e para time outras possibilidades e variações. Entre estilo de jogo, tática e diferentes atributos individuais.
É compreensível que Tite tenha suas convicções, queira manter uma base e dar continuidade num determinado padrão. E não está errado.
Irritante, em determinados momentos, são alguns critérios para convocar jogadores que estão em baixa na Europa e deixar de fora quem está "voando" no Brasil.
Especialmente quando o próprio técnico fala em maiores possibilidades ofensivas - referindo-se ao maior números de jogadores. Chegando a ser contraditório.
É preciso, também, sair de algumas pré-determinações e enxergar o momento. Principalmente quando um determinado jogador vive a plenitude de seu futebol.
Por isso, Raphael Veiga tem vaga na seleção brasileira.
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