Bastidores
Inquérito do MP sobre rachadinha na Câmara de Palmeira tem novos indícios de prática criminosa
Comprovantes de Pix e prints de whatsapp podem indicar participação de parlamentares em esquema
O Ministério Público do Estado de Alagoas continua investigando a prática de “rachadinha” na Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios, no agreste do estado. O procedimento, publicado no diário oficial no último dia 12, é um dos assuntos mais comentados pelas ruas da cidade, mesmo com o recesso das atividades parlamentares.
A prática de rachadinha consiste em nomear servidores para exercer determinadas funções, dentro da cota parlamentar de cada vereador, e reter de forma indevida uma parte ou o todo do seu salário, que normalmente é sacado em dinheiro vivo, para dificultar a fiscalização. O MP apura se esse “modus operandi” é o mesmo utilizado na cidade.
Conforme as investigações avançam, novos indícios vão sendo revelados para os promotores, e algumas informações já são de conhecimento da população. O Blog Bastidores teve acesso a prints de conversas de whatsapp, além de comprovantes de operações via Pix que atestam a realização da prática pelo parlamento municipal.
Além das implicações políticas que podem abalar a câmara de vereadores, caso o MP comprove a prática os envolvidos podem se complicar também no âmbito criminal, incorrendo em crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal.
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